primeiro encontro

2992 Words
Sofía Smith — Point Of View "Enquanto não tiveres conhecido o inferno, o paraíso não será bastante bom para ti." — Provérbio Árabe. Acordo ao som de Ariana Grande, desligo o despertador e me concentro em voltar a dormir. — Bom dia pequena Smith. — Fala Sandra a empregada da família. Ela trabalha para gente desde quando eu era bebê, ou seja ela é praticamente da família. — Por favor Sandrinha? — Imploro quando ela começa a abrir as cortinas fazendo com que a luz do sol invada o quarto, por isso acabo me cobrindo mais ainda dos pés a cabeça. — Daqui a pouco é sua aula na escola de dança, achei que não iria querer perder a hora. — Fala puxando o cobertor. Ao ouvir ela falar sobre a minha amada escola Arts High School, uma famosa escola de artes cênicas eu pulo da cama. Amo dançar e cantar, estudo lá desde os meus 16 anos. Hoje tenho vinte anos e apesar dos meus professores afirmarem que eu tenho bastante talento, que as musicas que componho são maravilhosas e que canto, danço e atuo muito bem,não posso construir uma carreira no mundo artístico, quando meu Pai aceitou que eu entrasse para Arts High School depois deu implorar muito, ele acabou deixando com a condição de que eu não me dedicasse a uma carreira artística e sim tratasse tudo isso como um hobby,no começo fiquei triste, mas no entanto eu percebi que ele tinha razão, já que o meio artístico é muito competitivo e pode destruir você, a fama pode ser boa mais também tem seu lado obscuro. É preciso bastante psicológico para não perder quem você é,sua verdadeira essência. O meu Pai trabalha para as companhias Giordano e graças a isso temos um vida financeira boa. Não somos milionários, mas temos um bom padrão de vida econômico com algumas regalias. De banho tomado e agora mais desperta, entro no meu closet para escolher a roupa de hoje, acabo optando por um vestido azul clarinho solto e um salto de 8 cm preto. Me sento na minha penteadeira, faço uma maquiagem leve e penso em fazer um penteado em meus cabelos, mas já estou quase atrasada, então apenas os penteio e deixo solto, eles tem um tom castanho escuro, e são lisos ondulados. Desço para o café da manhã e encontro os meus Pais sentados a mesa de café da manhã já posta. — Bom dia gente linda que eu tanto amo. — Falo animada beijando os dois no rosto. — Bom dia Princesa. Dormiu bem? — Pergunta Papai. — Maravilhosamente bem. — Tão bem que não queria acordar, tive que ser bastante insistente. — Fala Sandra me servindo um suco de morango, pego um pão caseiro quentinho para acompanhar. — Nunca conheci alguém que goste tanto de dormir como a minha Filha, você lembra Sandra quando ela era bebezinha e só acordava para comer. — Apesar de vocês estarem falando mau de mim pela frente, minhas orelhas estão queimando então por favor parem. — Só podemos falar de você para elogiar, então. — Fala Mamãe rindo sendo acompanhada por Sandra e Papai. — Não estou achando graça. — Falo emburrada. — Deixem a minha princesa em paz. — Fala Papai. — Meu carro está na revisão. Quais dos meus anjinhos da guarda vai me dá carona até a escola de artes? — Já que estou indo para o trabalho, eu te levo. —Fala Papai. Me despeço de Mamãe e de Sandra. Entro no carro de Papai e já vou colocando para tocar a playlist do meu celular, Little Mix Black Magic, conectada no carro. All the girls on the block knocking at my door Wanna know what it is make the boys want more Is your lover playing on your side? Said he loves you But he ain't got time Here's the answer Come and get it At a knocked down price — Ei, eu estava ouvindo. — reclamo quando meu Pai desliga o som. — Precisamos conversar princesa. — Sobre? — Você quer ser advogada criminalista? — Óbvio, sabe que é o meu sonho. — Não acha que está na hora de se desligar dessa escola de artes cênicas, e se dedicar totalmente ao seu curso. — Sabe muito bem que o meu primeiro sonho era ser cantora, e que apesar de amar muito o curso de direito e querer ser uma grande advogada criminalista para colocar esses bandidos que acham que podem infligir a lei e sair impunes na cadeia para apodrecer lá, minha primeira opção era ser cantora. — Falo tudo o que penso, aproveitando esse momento raro que são poucos de conversa franca de Pai e Filha, Papai fica pálido e mudo. Acho que fui grosseira. — Desculpa Papai, não quis ser grosseira. — Está tudo bem princesa. Então é por isso que ama tanto o curso de direito? Para colocar bandidos atrás das grades e não por querer defender pessoas inocentes que estão sendo acusadas injustamente por um crime que não cometeu. — Existe pessoas focadas nessa parte, eu quero focar em prender bandidos. Talvez eu possa prestar concurso para ser delegada. — Papai quase perde o controle do carro. — Ah meu Deus, que susto Papai. — Você está bem? — Estou. — Respondo, chegamos na Arts High School em segurança sem mais incidentes, me despeço de Papai e entro no meu paraíso na terra. Depois das aulas, chamo um Uber para não incomodar Mamãe. Chego em casa tomo um banho rápido, me troco rapidamente e opto por calça jeans preta cintura alta, um cropped de renda azul escuro e botas salto alto de cano curto, cabelos soltos e maquiagem leve de banho tomado e arrumada desci para almoçar rapidamente, como meu carro ainda está na revisão Mamãe que vai me dar carona até a faculdade, depois da refeição pego a minha bolsa e vou para a faculdade com Mamãe. — Valeu Mãe. Tchau, te amo, beijos. — Me despeço, desço do carro e adentro o Campus. Procuro por Ciara minha melhor amiga, e a encontro na quadra de esportes como sempre. — Cheguei. — Falo me sentando ao lado dela na arquibancada, só tem nos duas aqui no momento, não é horário de treino. — E aí minha v***a. O Pessoal nos convidou para lanchar e tomar umas no Grill depois das aulas, já confirmei a sua presença. — Sem me perguntar antes? — Eu quero ir. — Fala como se isso explicasse tudo. — E o que eu tenho haver com isso? — Somos uma dupla, temos que estar juntas sempre. A onde eu for você vai. — Menos no inferno. Não te acompanho até lá, que fique bem claro. — Temos que redigir o nosso contrato de amizade doutora Smith. — Com certeza. — Deu nosso horário e cada uma foi para sua sala de aula, ela cursa jornalismo então acaba que nos estudamos em sala separadas. Depois das aulas vamos para o Grill com o pessoal, lanchamos e bebemos uma cerveja, quer dizer eles bebem cerveja já que eu não gosto de cerveja. Então eu acabo ficando nos drinks. — Pessoal o papo está ótimo, mas tenho trabalhos para entregar e livros para ler, então vou nessa. — Falo me levantando. — Eu te levo. — se oferece Matt meu ex namorado promovido de volta ao posto de melhor amigo atualmente. — Eu vou chamar um Uber, recomendo que todos façam o mesmo, dirigir alcoolizados não é uma boa idéia. — Por favor, não comece a citar os códigos penais. — Implora minha amiga. — Eu tô meio alta com a bebida para ser tão chata no momento. Então até amanhã. — Me despeço de todos e caminho para o lado de fora. Pego meu celular na bolsa para chamar o uber. — Descarregado? — Não acredito nisso. Penso em voltar lá dentro e pedir o celular de um dos meus amigos emprestado, mas se eu voltar os festeiros vão me convencer a ficar mais um pouco. Lembro que tem uma sorveteria aqui perto onde costumo tomar sorvete e as vezes carregar o celular, é pertinho daqui então além de carregar o celular posso tomar um sorvete e dar tempo de ficar sóbria. Apesar de ser de maior os meus Pais adoram um bom sermão. Enquanto caminho até a sorveteria posso até imaginar o meu Pai falando do quanto preciso ser mais responsável e me dedicar aos estudos e deixar as distrações de lado. Por isso preciso chegar em casa sóbria sem vestígios de álcool em mim. Para evitar discursos vou dizer que fiquei até tarde fazendo um trabalho da faculdade na casa de uma colega. Sou interrompida dos meus devaneios, quando ao atravessar a rua vejo um farol de um carro na minha cara me deixando cega com tamanha claridade em meu rosto. Sinto só um impacto forte contra o meu corpo, vejo minha bolsa caindo no chão espalhando meus livros da faculdade pelo chão, assim como meus livros eu também estou no chão, meu corpo e minha cabeça doi demais e sem conseguir resistir me entrego a escuridão, mas antes consigo ver o rosto de um homem que pega em meu pulso. Depois só vejo a escuridão total. ~Algumas horas mais tarde Acordo em um quarto que não reconheço, ele é lindo e possui tons entre creme e vinho. — Por Deus, como minha cabeça dói. — Murmuro colocando a mão na cabeça em uma tentativa falha de aliviar a dor. — Parte disso é culpa minha, mas você também tem sua parcela de culpa. A médica que te examinou achou uma quantia de álcool considerável em seu sangue. Então juntando a pancada com a ressaca, resultado uma baita dor de cabeça. Em minha defesa você surgiu na frente do meu carro do nada. — Fala uma voz rouca, fazendo com que eu note que não estou sozinha no ambiente. Procuro o dono da voz e me deparo com um homem muito lindo sentado em uma poltrona próxima aos pés da cama em que estou deitada. Quando nossos olhares se cruzaram vi quase que rapidamente o olhar frio e neutro ser substituído por um sentimento, o qual não sabia explicar o que era, mas seus olhos tinham um brilho realmente muito diferente. Ficamos nos analisando, não sei por quanto tempo, pareciam horas ou minutos, talvez segundos. Oh, merda! Ele é muito gato, nunca tinha visto um homem tão lindo quanto aquele. Ele me analisa com um olhar de desejo. Foco Sofía, você está em um quarto que nunca entrou na vida com um homem que também nunca viu na vida. — Quem você é e como eu vim parar aqui? — Pergunto temendo a resposta, por Deus ele pode ser um psicopata que sente prazer em jogar com as suas vítimas antes de mata-las, psicopatas gostam de brincar com sua vítima o então chamado jogo elaborado entre gato e rato, para esses tipos de doentes mentais não basta matar, eles sentem prazer em seu medo e se alimentam do seu medo, vocês devem estar se perguntando como eu sei disso? Simples devido ao meu curso tive que assistir vários julgamentos e em alguns deles as vítimas conseguiram escapar com vida e contou nos mínimos detalhes o que passou, sem contar nos psicopatas que foram pegos, diante do juiz e do jure contaram com enorme satisfação o que fez com suas vítimas. Talvez os depoimentos que ouvir das vítimas e dos psicopatas me ajudem a sair dessa com vida, eu só preciso manter a calma e controlar as minhas emoções. — Está me ouvindo Sofía? — Pergunta me trazendo a realidade. É oficial, estou nas mãos de um psicopata, ele sabe até o meu nome, deve estar me vigiando a semanas, ou meses talvez. — Como sabe o meu nome?- pergunto temendo a resposta,ou pior pela minha vida que é o que está em jogo no momento. — Está na sua identidade que eu encontrei em sua bolsa, desculpe a invasão de privacidade mas eu precisava saber o nome da pessoa que eu atropelei. — Quando ouço a palavra atropelei, tudo volta a minha memória, o momento no Grill, o celular descarregado, a ideia de ir até a sorveteria, o farol do carro. Tudo está voltando á minha mente agora. — Graças a Deus, você só me atropelou. — Penso em voz alta. Se estou aqui é porque ele prestou socorros por me atropelar e não é um psicopata que me sequestrou para me torturar até a morte. — Está agradecendo a Deus por eu ter te atropelado? — Pergunta com uma cara confusa mas segurando a risada, ele deve achar que sou louca melhor eu me explicar. — Não, é que eu não me lembrava do acidente então deduzi que você fosse algum tipo de psicopata que me sequestrou para me torturar até a morte. — Falo fazendo ele gargalhar, fica ainda mais gato rindo, é urgente eu estou precisando de um balde para aparar a baba, porque eu estou babando muito nele. — Incrível. Além de ser a mulher mais bela que já vi na vida, tem um humor incrível. Você é realmente fascinante Sofía Smith, lamento não ter te conhecido antes. O diamante mais valioso e muito bem escondido pelo seu Pai. Agora eu o entendo, se eu tivesse um diamante assim em minhas mãos esconderia e a protegeria do mundo. — Pera aí, você conhece o meu Pai? — Pergunto extremamente confusa. — Meu nome é Lorenzo Giordano. — Fala seu nome como se isso explicasse tudo e realmente explica. — Giordano? Das Company Giordano? — Isso. — Você é o chefe de Papai então. - Deduzo o obvio. — Sim. Seu Pai é um soldado leal e competente. — Soldado? Acho que está se confundindo. Meu Pai é seu administrador financeiro. Ele cuida das finanças da suas empresas. — Relaxa Sofia, a minha casa é um lugar seguro, podemos falar sobre os assuntos da Máfia abertamente aqui dentro, sem perigo de escutas ou infiltrados da polícia. — Máfia? Do que você está falando. — Eu que bato a cabeça e ele que está delirando. — Por favor, não finja que não sabe do que eu estou falando. Você sabe muito bem com o que seu Pai trabalha e consequentemente com o que eu trabalho. — Fala em tom de tédio. — Meu Pai trabalha como administrador chefe das Companhias Giordano. Você é o dono delas, um Magnata Filantrópico que está sempre envolvido em causas sociais. Como projetos de combate à fome em países pobres, como a África Do Sul por exemplo. — Falo o que sei desde criança. — Seu Pai não contou para você com o que realmente trabalha? Impossível, como ele explicaria o padrão de vida econômico elevado que vocês leva? — Ser gerente financeiro do homem mais rico do mundo nos garante uma boa vida financeira. Ele lutou muito, estudou bastante, mas tudo que ele conquistou também foi graças ao seu Pai que lhe deu uma oportunidade na empresa. — Inacreditável. — Fala ele rindo incrédulo. — O que é inacreditável, Senhor Giordano? O que o Senhor está falando não está fazendo sentido nenhum. E por que não me levou à um hospital e por que está dizendo essas coisas sem sentidos, como soldado, Máfia? — Pergunto muito confusa com essa situação. — Inacreditável que John Smith seja tão leal com a Máfia, mas um completo hipócrita com a própria filha. Será que posso confiar em um homem que mente para a própria filha? — Pergunta para si mesmo a última parte. — Como assim leal a Máfia? — Pergunto me levantando rapidamente. Péssima idéia, sou atingida em cheio por uma tontura e antes que eu caia ele corre e me segura em seus braços musculosos. Me encara profundamente nos olhos, depois fixa seu olhar em meus lábios. — Pode me soltar, eu estou bem foi só uma tontura passageira. — Murmuro afetada com essa aproximação. Ele por sua vez me coloca deitada na cama e me ajeita confortavelmente. — Está confortável assim? — Pergunta preocupado. — Estou. — Aqui tome, a médica disse que vai ajudar no alívio das dores que a batida tenha causado. — Fala pegando um frasco de remédios no criado mudo ao lado da cama, ele me dá uma cápsula e um copo com água que também estava no criado mudo. Pego e tomo. — Você ainda não me explicou o que disse sobre meu Pai e esse negócio de Máfia. — Falo depois de tomar o remédio depositando o copo no criado mudo. — Vou chamar a criada para que sirva sua refeição. Se sentirá melhor depois de jantar, você ficou uma hora apagada, precisa se alimentar bem e além do acidente a ressaca deve está acabando com você. — Nisso ele tem razão, mas eu preciso de uma explicação, as coisas que ele disse deu a entender que o meu Pai trabalha para Máfia. — Preciso de uma explicação, as coisas que falou sobre Papai me fez entender que ele, por Deus não quero nem pronunciar isso em voz alta. Só preciso que você me explique tudo e me faça perceber que eu entendi tudo errado. — Imploro pegando em seu braço olhando no fundo dos seus olhos para que ele perceba a minha aflição e entenda a minha urgência em ouvir sua explicação. — Sofía, o que tenho para dizer não será nada fácil para você, então por favor coma primeiro e depois eu prometo que lhe conto tudo. — Está bem. — Murmuro soltando o seu braço. — Vou buscar seu jantar. — Fala saindo rapidamente do quarto sem me dá chances de pronunciar qualquer coisa. Ele me deixa só com mil perguntas e suposições rondando minha cabeça, me atormentando. Uma angústia começa a crescer em meu peito, o medo das suposições que criei em minha cabeça sobre Papai ser verdade.
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