O verdadeiro trabalho do papai -1

1586 Words
Lorenzo Giordano Point Of View Descer para buscar o jantar dela foi só um pretexto para organizar as minhas ideias e controlar esses turbilhões de emoções que estão me atingindo em cheio. Já que no quarto tem um interfone que dá direto na cozinha se caso precisar de algo é só pedir pelo interfone. Mas eu preciso de um tempo afastado dela. Quando a vir pela primeira vez, percebi que o meu coração de gelo foi derretido naquele momento. No entanto quando descobrir quem ela é, pensei que quando ela acordasse e eu visse o quanto ela é uma v***a fútil que usufruir do dinheiro sujo que o Pai ganha sem remorso algum esse sentimento passaria, mas no entanto as coisas só pioraram, ela é só uma garota inocente que não faz a menor idéia de quem o Pai é, ou seja ela não é como ele, ou como eu e com isso só aumentou esse sentimento que ela despertou em mim. Sua inocência me atraiu. — Marina leve o jantar da minha hóspede no quarto, agora. — Falo adentrando a cozinha e saindo logo em seguida, indo em direção ao meu escritório. No caminho para o escritório meu celular toca. — O que aconteceu Tommaso? — Pergunto adentrando o escritório indo até o bar que tem aqui me servindo de uma boa dose de whisky. — Temos um baita de um problema. — Fala ele nervoso. — A polícia por acaso está querendo um aumento de... — Não é isso. — Ele me interrompe antes que eu acabe de falar. — Então o que é? Diga logo de uma vez. — Falo já impaciente. — Acho que os nossos inimigos descobriram sobre a existência da filha do Jhon Smith. — Fala ele, fazendo com que o meu coração gele. Eles não podem saber dela, eu preciso mante-la a salvo, ninguém vai encostar em um fio de cabelo da minha pequena. — Como assim eles sabem? Como pode ter tanta certeza disso. — Pergunto bebendo o whisky em uma só golada, a bebida desse rasgando, mas não tanto quanto a notícia que recebi. — Parece que ela foi sequestrada, o Pai está desesperado. Ao que parece ela saiu com alguns amigos da faculdade depois das aulas, foram até o Grill e de acordo com a melhor amiga e o resto da turma ela foi a primeira a sair, no entanto não chegou em casa até agora e os Pais ligam mas só da caixa postal. Tentei rastrear o celular dela mas não consegui. A garota simplesmente sumiu do mapa. — Penso no alívio que deu, pois por um momento cheguei a pensar que os meus inimigos soubesse da existência dela. — Continue procurando, reúna os homens de confiança e competentes para procura-la. Vasculham toda a cidade. — Entendido. — Falarei para meu melhor amigo que ela está comigo, mas agora não é o momento certo, o Smith precisa ver que o meu melhor amigo está realmente preocupado. A reação dele perante essa situação deve ser o mais preocupado possível. John Smith escondeu a sua filha do nosso mundo por muito tempo e eu o entendo, tanto é que a partir de hoje farei o mesmo. A esconderei de todos e terei-a só para mim. Eu á quero e o que eu quero, eu consigo. — Taylor em meu escritório agora. — Chamo o chefe da minha segurança pelo comunicador. — Sim Senhor Giordano? — Pergunta ao chegar, em meu escritório. — Você apagou os vídeos das câmeras de segurança do local onde ocorreu o acidente e de toda redondeza do local? — Sim Senhor. É como se o Senhor nunca tivesse passado pelo local. Assim como ordenou eu apaguei as filmagens das redondezas. Então é como se nem o Senhor e nem a Senhorita Smith estivesse passado por aquela região hoje. — Assim que peguei a identidade dela e vir de quem se tratava dei um jeito para que John Smith jamais descobrisse que eu estou com a filha dele,foi algo instintivo. — Lembre a todos os que sabem sobre o acidente não contar nada a ninguém nem aos nossos, na verdade não quero nem que comentem entre si, a punição para quem desobedecer a essa ordem é a morte. Fui claro? — Sim Senhor. — Pode se retirar agora. — E assim ele faz. Saio do meu escritório e vou até o quarto de hóspedes ver como está a Sofia. Ao entrar no quarto a encontro andando em círculos, claramente nervosa. — Aí está você. Vai me esclarecer tudo agora? — Nunca vou me acostumar com tamanha beleza, sempre que a olho é como se estivesse vendo algo extraordinário pela primeira vez, não importa quantas vezes eu tenha a visto. Passei o tempo em que ela esteve desacordada a admirando, não sai de perto nem quando a médica a examinou. — Senhor Giordano está me ouvindo? — Desculpa o que disse? — O Senhor vai me explicar tudo sobre o que disse sobre o meu Pai? — Sim eu vou. Sente-se por favor. — Peço e assim ela o faz, se senta no sofá que tem aqui.Me sento em uma poltrona de frente pra ela. — Em primeiro lugar quero pedir que me chame apenas de Lorenzo, está bem? — Certo. — Sofía eu sou o Capô da Máfia Italiana, desde os meus vinte e quatro anos, assumir assim que meu pai teve certeza que eu estava pronto, então ele se aposentou e me nomeou o novo Capô da Máfia. As Companhias Giordano são empresas legalizadas, no entanto elas foram construídas com o dinheiro que meu Tataravô ganhava como Mafioso, inclusive foi ele o fundador da nossa Máfia. O ponto é que as empresas foram criadas no intuito de justificar para sociedade como a minha família tem tanto dinheiro, como eu sou o homem mais rico do mundo. O seu Pai começou a trabalhar para a Máfia a vinte e um anos atrás um pouquinho antes de você nascer. E até hoje ele serve a Máfia lealmente. — Falo de forma direta. Apesar de não querer machuca-la, não importa a forma que eu diga ela vai se machucar de qualquer forma. — Está mentindo. Por que está inventando tudo isso sobre o meu Pai? — Grita se levantando com o rosto banhado em lágrimas. — Sofía, me escuta. — Falo tentando me aproximar dela para abraça-lá, consolar ela de alguma forma. — Essa pegadinha não tem a menor graça e eu não vou cair nela, então pode parar. — Grita ela histérica. — sofia raciocina comigo. O padrão de vida econômico que vocês levam não bate com a profissão que ele diz ter. Um administrador financeiro ganha muito bem, mas não o suficiente para viver em uma casa luxuosa, com vários empregados, cartões de crédito sem limites, roupas luxuosas e joias caras para a esposa e filha, aposto que ele nunca reclamou ou tentou botar freio em suas compras. Sem contar que ele paga para você a faculdade mais cara do país, a escola de artes cênicas também não é barata. — Todo o luxo que eu desfrutei por toda a minha vida venho de dinheiro sujo? — Pergunta pra si mesma voltando a se sentar e chorar mais ainda, só que o choro é silencioso e com muita dor. — Eu te entendo, sei que não deve estar sendo fácil. — Falo me sentando ao lado dela pegando em sua mão. — Não, você não entende. A minha vida inteira é uma mentira, eu cresci acreditando que o meu Pai era um homem bom e honesto que chegou a onde chegou por ter batalhado e trabalhando honestamente. Ele sempre foi o meu herói e agora descubro que ele é um dos vilões desse mundo. Então por favor não me diga que me entendi, porque você não faz a menor idéia do que estou sentindo. — Fala se afastando de mim. Ela caminha até a cama, se deitando encolhida em posição fetal e começa a chorar. Pego o meu celular e mando uma mensagem para minha governanta, ordenando que traga um copo de água com sonífero dentro. Não suporto vê-la dessa forma sem poder fazer nada. Em instantes, a governanta chega com o que eu pedir, pego da mão dela e ordeno que se retire. — Sofía, toma um copo de água com açúcar. — Falo a virando de frente para mim a colocando sentada. — Eu não quero. — Fala entre soluços. Não me dou por vencido e levo o copo até a boca dela, que não resiste e bebe até a última gota de água. A deito na cama novamente e aguardo o sonífero fazer efeito. Ela chora por um tempinho até que apaga. Me aproximo dela e deixo um beijo em sua testa, a cubro bem e ajeito ela na cama para que fique confortável. Vou até o meu quarto tomar um banho e antes de entrar no banho, ordeno que uma das empregadas troque a roupa de Sofia por uma camisa minha, não quero que ela durma desconfortável. Já de banho tomado e vestido apenas de calça moletom vou para o quarto onde se encontra a pequena Smith. Ao chegar lá vejo que a empregada já fez o que mandei, por Deus como ela fica sexy vestindo apenas uma camisa minha. Me deito ao seu lado a puxando para perto de mim a aconchegando em meus braços, e ali com ela em meus braços tenho o melhor sono da minha vida.
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