~Dia seguinte
— Maldito tarado dos infernos, eu vou matar você? — Acordo em um sobressalto com gritos femininos, dou um pulo da cama pegando a minha arma debaixo do travesseiro destravando ela, já que sempre eu durmo com uma arma por perto. Mesmo confuso procuro o meu alvo e dou de cara com uma morena graciosa parada do outro lado me olhando extremamente furiosa, aposto que se essa arma estivesse nas mãos dela com certeza eu estaria todo arrendado de bala nesse momento. Apesar de estar com um abajur na mão e bastante furiosa, não posso deixar de achar ela fofa e sexy nessa pose e com a minha camisa. Ela vacila um pouco ao olhar para arma em minhas mãos, mas rapidamente disfarçar voltando para pose de vou te matar.
— Seu desgraçado, tarado eu vou matar você!!! — Grita furiosa vindo em minha direção tentando me bater com o abajur, esse que rapidamente tomo de suas mãos, o jogando no chão e ela na cama, esse ato impensado me faz ter um milhão de fantasias. Travo a minha arma e coloco no cós da minha calça, atrás das costas.
— Posso saber o motivo de todo esse show as oito horas da manhã. — Pergunto conferindo as horas no alarme em cima da cômoda.
— Você ainda me pergunta? — Fala se levantando ainda furiosa.
— Sim, não estou entendendo tamanha histeria meu anjo.
— Você me drogou e abusou de mim.
— O que? De onde tirou isso? Está louca? — Pergunto exasperado.
— As evidências mostram isso meu caro. Eu não estou com minha roupa e sim com uma camisa masculina, e ainda acordei na mesma cama que você, com você me abraçando por trás.
— Eu não abusei de você. — Tento manter a calma. Meu Deus que garota de imaginação fértil.
— Mas trocou a minha roupa enquanto eu dormia, viu o meu corpo sem minha autorização.
— A minha empregada que trocou a sua roupa por essa camisa, pedi que ela fizesse isso para que dormisse confortável, achei que seria desconfortável para você dormir de calça jeans e bota de salto alto. E quanto ao fato deu estar na mesma cama que você, foi porque eu dormir aqui caso você acordasse ainda m*l como estava ontem. Você estava muito nervosa, tive medo de deixá-la sozinha naquele estado em que se encontrava. — Quem diria eu, Lorenzo Giordano dando explicação e ainda por cima para uma mulher. O que você está fazendo comigo Sofia Smith, ainda não tem nem vinte e quatro horas que eu a conheço e ela me tem nas mãos.
— Ok, já entendi, acho que exagerei um pouquinho, mas você á de concordar comigo que a situação deu margem para eu pensar o pior.
— Entendo.
— O meu Pai já deve saber que eu estou aqui, presumo eu. Mas ele sabe que eu já sei quem ele realmente é?
— Seu Pai não sabe que você está aqui.
— Prevejo uma longa discussão entre nós dois. Mas você pode me dar minhas coisas e chamar um Uber pra mim por favor? — Esse seria o momento perfeito para contar pra ela que ela não vai voltar para o Pai dela e que agora ela é minha? Melhor eu ganhar um tempo para organizar as minhas idéias.
— Não quer tomar um banho e me acompanhar no café da manhã?
— Melhor eu fazer tudo isso em casa, não tenho roupa aqui e nem meus produtos de higiene.
— Sem problemas, mandarei um dos meus funcionários providenciar. O banheiro fica ali e quando você sair do banho terá uma roupa para você. No banheiro tem produtos de higiene, se não me engano tem um pacote de escovas dentais novas.
— Então eu vou lá. Obrigada. — Fala timidamente indo em direção ao banheiro. Enquanto isso pelo interfone ordeno que a governanta mande uma das empregadas comprar um vestido e lingeries. Passo o tamanho da Sofia para ela, como sei o tamanho que ela veste? Simples, decorei a ficha que Taylor me deu dela até nos mínimos detalhes.
Vou para o meu quarto, entro no banheiro para fazer minha higiene matinal e tomar um banho. Ao terminar caminho até o closet, opto por uma roupa casual, uma calça jeans e camisa polo. Vou até o quarto ver se a pequena Smith está pronta, bato na porta e ouço um entre, assim o faço. Ao entrar vejo ela sentada na cama calçando um salto, me aproximo dela e me ajoelho aos seus pés para ajudá-la a calçar o salto que tem algumas tirinhas, calmamente coloco todas em seu lugar e abotoou no final. Me levanto estendendo a mão para ela que prontamente pega.
— Obrigada. — Fala sorrindo timidamente. Ela está linda em um vestido rosa clarinho, os cabelos úmidos soltos, o rosto sem maquiagem alguma só a deixa mais angelical.
— Está linda.
— Obrigada. — Fala toda vermelhinha, que gracinha.
— Vamos tomar café da manhã?
— Vamos. — Descemos juntos para o café da manhã, ao chegarmos á mesa farta de alimentos puxo a cadeira para ela sentar, me sento ao seu lado em seguida. Tem duas empregadas aqui, uma para me atender e outra para atender a Sofía, falo o que quero e rapidamente sou servido, Sofia fala o que quer e é servida pela empregada.
— Podem se retirar, eu chamo se precisarmos de mais alguma coisa. — Dispenso elas.
— Então, você cresceu nesse mundo? — Pergunta receosa.
— Sim. Eu nasci e cresci dentro da Máfia.
— E como se sente em relação a isso?
— Ótimo. Tenho tudo que eu quero, na hora que eu quero.
— Tem amor?
— Está querendo saber se sou solteiro senhorita Smith? — Pergunto humorado.
— Não, na verdade eu só queria saber se teve o amor da sua família.
— Sim. Apesar dos treinamentos rigorosos, meu Pai sempre fez questão de demonstrar seu amor por mim e Mamãe nem se fala, já que sempre faz questão de provar todos os dias o quanto me ama. Eles sempre deixaram bem claro que eu sou fruto do amor deles e não apenas um sucessor para garantir a linhagem da família.
— Você perguntou se eu queria saber se você é solteiro, não tinha pensando nisso, mas já que mencionou você é comprometido, se sim o que ela acha desse lance todo de Máfia. — Temos uma gatinha bastante curiosa aqui.
— Estou solteiro. Só que por enquanto, mas já escolhi a minha primeira dama da Máfia. — E ela está sentada em minha frente, me enchendo de pergunta e toda curiosa.
— O meu Pai já matou alguém?
— Com as próprias mãos, não. Mas eu passo para ele os nomes de algumas pessoas que se mete em meu caminho e ele passa as minhas ordens para os meus soldados daqui de Nova York.
— Traficante, assassino. Quem realmente é John Smith? — Pergunta ela dando um sorriso amargo.
— Eu posso dizer quem ele é, quer dizer o pouco que sei dele. Ele é um homem inteligente que percebeu cedo que na vida existe os que são pobres coitados e os que passam por cima dos pobres coitados para não ser um pobre coitado. Tudo que ele fez foi pensando em dar uma boa vida para sua mulher e sua filha. Um Pai e marido amoroso que ama a família que tem. Que ama a filha a cima de qualquer coisa.
— Como pode ter tanta certeza disso? — Pergunta deixando as lágrimas que segurava caírem.
— Ele só aceitou a proposta do meu Pai de trabalhar para Máfia com a condição de que a Máfia não soubesse que ele tem uma família. Os únicos que sabe que ele tem uma mulher e uma filha é o meu Pai, eu e Tommaso meu braço direito lá na Itália. E graças ao acidente de ontem o Taylor chefe da minha segurança pessoal.
— O meu Pai e eu temos muito o que conversar. Pode me dá minha bolsa e chamar um Uber pra mim agora por favor, acho que já enrolei demais, com medo de encarar o meu Pai de frente e perguntar o por que dele ter escolhido esse caminho.
— Sofia você não vai embora daqui.
— Como? O que quer dizer com isso?
— Lembra quando eu disse que já tinha escolhido a minha primeira dama da Máfia?
— Sim, e o que uma coisa tem haver com a outra? — Pergunta ela confusa.
— Eu escolhi você para ser a minha primeira dama da Máfia. Então a partir de hoje você vai morar comigo. Você não vai voltar para os seus Pais. — Despejo tudo de uma vez esperando a sua reação que com certeza não vai ser a das melhores.