A escolhida como primeira dama dele?

1370 Words
Sofía Smith— Point Of View O encaro por alguns segundos, e sem conseguir me conter mais por um segundo desato a rir, nunca em toda minha vida tive uma crise de riso como essa. — Agora eu estou entendendo tudo. Isso é uma pegadinha, tudo isso não passa de uma trolagem. De pensar que eu cair nesse papo todo de Máfia. — Falo ao me recuperar da crise de riso. — Eu estou falando sério. — Fala ele em uma seriedade assustadora. — Está bem Senhor Capô da Máfia Italiana. O que o meu Pai acha dessa sua idéia de me transformar em primeira dama da Máfia? — Pergunto debochando. — Sofia tudo que eu lhe disse é verdade. — Obrigada pela oferta Senhor Giordano, mas ao contrário do meu Pai eu não tenho interesse nenhum em me envolver com esse seu mundo sombrio e muito menos com você. — Minto a última parte descaradamente, qual é, o cara é o homem mais gostoso que já vir na vida. Foco Sofía, o que tem de bonito tem de perigoso e louco. — Não é uma oferta. Estou apenas lhe informando que a partir de agora você me pertence. — Com base em quer? — Pergunto me levantando, ele faz o mesmo ficando frente a frente comigo. — Eu quero você. — Fala compenetrado. — E eu com isso criatura. Querer não é poder. — Não pra mim Sofia. Eu tenho o poder de ter tudo o que eu quero. — Quer saber, cansei dessa palhaçada toda, vou fazer o que devia ter feito desde o momento que você me contou quem você e o meu Pai são. Vou denunciar vocês dois, por mais que me doa, pois eu amo muito o meu Pai, mas ele tem que arcar com as consequências de seus atos. — Falo tudo o que penso e saio do recinto e vou a procura da saída da casa, depois de muito andar eu encontro a porta de saída. Abro ela saindo de dentro da casa, me deparo com um jardim enorme, e com seguranças fortemente armados por todo lado, parece até um exército, tento fingir que não estou intimidada e caminho em direção ao portão. — Poderia abrir por favor. — Peço ao porteiro/segurança, que por sua vez me ignora. Olho a minha volta, os muros são muito altos, impossíveis de escalar, já fiz aula de escalação, mas sem equipamentos e sozinha, não sei se consigo ou se vão me deixar escalar. — Terminou? Será que agora podemos voltar lá para dentro e voltarmos a conversar civilizadamente? — Sou despertada dos meus planos de sair desse inferno que fui enfiada com a voz do próprio Satã, vulgo Lorenzo Giordano. Sem dizer uma palavra refaço o caminho para dentro da mansão, passo por ele sem dizer uma palavra, adentro a sala espaçosa da mansão e paro no meio de costas para a entrada e consequentemente para ele. — Senta. — Ouço ele mandar, ainda calada faço o que ele manda, me sento na poltrona que tem aqui e não no sofá para não correr o risco dele se sentar ao meu lado. — Sabe, ontem parecia ser mais um dia normal. — Começa a falar se sentando no sofá me encarando atentamente. — Mas aí alguém surgiu do nada na frente do meu carro, tentei frear antes de atingir essa pessoa, mas não conseguir e o meu primeiro pensamento foi que essa criatura burra que se meteu em meu caminho não tenha morrido, a última coisa que eu queria era parar para prestar socorros, no entanto tenho uma imagem a zelar. Antes de descer do carro eu só conseguia pensar em mim, em como limpar tudo aquilo caso eu tivesse matado essa pessoa atropelada,e como isso iria estragar a minha noite e me fazer perder tempo com alguém insignificante. — Então resolveu me punir, armando tudo isso. — Pergunto sem conseguir disfarçar em minha voz todo meu ódio. — Por favor, me ouça sem interrupções. — Está bem. Continue. — Quando desci do carro procurei ver se essa pessoa estava viva e ela estava, percebi que se tratava de uma mulher, o cabelo cobria seu rosto e quando eu tirei os cabelos do seu rosto, eu vir o rosto de um anjo. Meu coração foi atingido em cheio por um sentimento que eu não conhecia, naquele momento olhando para o rosto daquele anjo eu sentir medo, algo que eu nunca sentir na vida, tive medo daquele anjo morrer e pela primeira vez na minha vida eu não estava preocupado comigo e sim com outra pessoa, uma mulher que nunca tinha visto na vida. No caminho para cá encontrei nas suas coisas a sua identidade e descobrir que o anjo que atropelei se tratava da filha de um dos meus soldados mais leal. Enquanto a médica te examinava e colhia seu sangue para examinar, o Taylor limpava qualquer vestígio de que você estava comigo, dei essa ordem por impulso, agir instintivamente e sem pensar, apenas queria garantir que ninguém tirasse você de mim. Pode parecer mentira que um homem como eu conhecido por seu coração de gelo tenha se apaixonada perdidamente só em olhar para seu rosto uma única vez, eu ainda nem tinha visto seus olhos abertos. Pensei que quando você acordasse e demonstrasse ser a v***a fútil e egoísta que eu imaginei que a filha de John Smith era, esse sentimento ia passar. No entanto você abriu seus olhos e vir algo que nunca tinha visto na vida, o brilho da inocência e saber o quanto você é inocente só me fez quere-lá mais ainda. — Então resolveu se divertir com uma mulher diferente das quais está acostumada lidar. Só porque eu sou uma novidade, pretende me manter em cativeiro? — Pergunto me levantando furiosa. Estou furiosa, mas ainda sim com medo desse louco. — Você não entendeu nada do que eu lhe disse? — Pergunta ele se aproximando lentamente de mim, a medida que ele se aproximava eu me afastava mais ainda dele dando passos para trás, até que chega um momento em que eu bato as minhas costas em uma parede gelada, ele se aproveita para pressionar seu corpo ao meu. — Vou ser mais claro pra ver se você entendi. Eu estou perdidamente apaixonado por você Sofia Smith, desde o primeiro momento em que te vir. O destino te trouxe até mim e é assim que vai ser. — Susurra ele em meu rosto, roçando nossos lábios. Ele toma minha boca para sí, ele está me devorando com os lábios, levo minha mão até a sua nuca arranhado ela, ele solta um gemido de satisfação, posso sentir o sabor do pecado em seus lábios e isso torna o beijo mais gostoso. Sua língua busca pela minha e eu concedo rapidamente correspondendo ao beijo. Ele morde e lambe meus lábios de forma deliciosamente prazerosa, apertando seu corpo ao meu e desprendendo nossos lábios ele desce a boca para meu pescoço distribuído beijos nele, abandonado meu pescoço volta a tomar meus lábios novamente e sem conseguir me conter solto um gemido. Minhas mãos que até o momento estava em sua nuca vai descendo, passeando por suas costas, e de repente sinto algo gelado que rapidamente identifico, é uma arma e isso acaba com todo o encanto do beijo me trazendo de volta a realidade. Em um ato impensado pego a arma dele e o empurro para longe de mim, e rapidamente destravo ela apontando para ele. Como sei destravar uma arma? Vi muito isso em filme então instintivamente faço o que já vir muitas vezes nos filmes e aparentemente dá certo já que a arma faz um barulho se destravado. — O que pensa que está fazendo? — Pergunta ele calmo demais para uma pessoa que está sobre a mira de uma arma. — Se não me deixar ir embora agora, eu atiro pra matar, sem pensar duas vezes. — Falo com a voz firme, apesar de controlar o tom da minha voz não consigo controlar a minha mão que treme. — Então o que vai ser Senhor Giordano? Pense bem porque eu mato você sem me importar nem um pouquinho com as consequências.
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