Capítulo 1 - O Começo - 3

872 Words
Parte 3... — Eu preciso falar com ela antes - pediu — Por favor! Paolo puxou o irmão de lado e em conversa, concordaram. Não gostavam disso, mas se não tinha outro jeito, seria melhor adiantar logo para que a dívida fosse recuperada. — Ok. Nos leve até ela. — Todos nós? - William franziu a testa. — Claro. Se ela é mesmo inocente, não vai querer ser presa junto com você. Vai nos devolver o dinheiro. — Eu não vou - Diana gritou cruzando os braços. — Ok. John, fique aqui e não a deixe se afastar da casa - Raphaele ordenou a ele. — Não podem fazer isso - ela disse revoltada. — Já estamos fazendo - Paolo respondeu. — Fique com o carro John, iremos no de William - Raphaele não queria deixar que o homem sumisse. — Não vou fugir - ele disse pegando a chave. — Ah, não vai mesmo - Raphaele sorriu diabólico. Ligou para o advogado da empresa e falou com ele alguns minutos —Ok, bom saber - desligou e chamou o irmão para explicar. — Oh, ótimas notícias - olhou para William — Para nós, é claro! — O que quer dizer? — Que você vai preso, seus bens confiscados e ainda assim vai ficar devendo - gargalhou. Os irmãos riram. A vingança era doce. Ver a cara de medo dele fazia a viagem longa parecer um passeio agradável. E a discussão entre os dois ficava mais forte e acalorada. Diana partiu para a violência física. Gritava nomes que não deveriam sair da boca de uma mulher. — Já chega dessa palhaçada - Raphaele queria ir atrás da outra parte do dinheiro — Vamos até essa garota logo. Não quero perder mais tempo. Tenho que voltar para a cidade. — Eu tenho que explicar a ela que... — Não me interessa o que vai fazer ou dizer. Vamos! John se acomodou no sofá de entrada a despeito da cara f**a de Diana e os dois seguiram com William em seu carro. Apesar dos pedidos, eles não voltaram atrás. — Preciso falar com ela a sós. Vocês não entendem, é complicado. — Não - Paolo respondeu, a cara fechada — Não vai nos enganar para que ela desapareça com o dinheiro. — Ela não faria isso. — Se é sua filha... - fez um som de desdém. — Melissa é diferente. — Mesmo? Vamos descobrir isso, então. Para a surpresa deles, William os levou na mesma casa onde pediram informação anteriormente. — É aqui? — É - ele desligou o carro — Ei! - reclamou quando Paolo puxou a chave ao sair. — Vamos em frente. Raphaele desceu. Não havia ninguém na frente da casa agora. Novamente sentiu algo diferente percorrer seu corpo. William abriu o portão pequeno de madeira. Os três caminhavam pelo traçado de pedra quando um cachorro surgiu do nada e rosnou para eles. — Melissa - gritou — Seu cão está aqui fora! Nenhum deles se mexeu. O cachorro começou a dar voltas pelas pernas de Raphaele. — Sai - William bateu o pé, mas o cão rosnou ainda mais e mostrou os dentes — Melissa! — Calma! - ela saiu pela lateral da casa. Raphaele sentiu o corpo arrepiar. Lá estava ela de novo. Agora sem chapéu, seu cabelo caía solto, longo e liso. — Vem, Boris... Aqui - chamou o cão que a atendeu de imediato e correu — Isso, menino - sorriu enquanto acariciava a cabeça dele. Olhou para o grupo e franziu a testa — O que foi? Por que estão aqui? — Preciso falar com você. Ela revirou os olhos. — O que eu fiz agora? Qual a reclamação da sua mulher? Ela já estava acostumada a ser culpada de tudo. Desde que se entendia como gente que Diana insistia em reclamar de tudo o que tinha relação a ela, mas na verdade ela tinha raiva por ser filha de outra mulher, lembrando-a sempre que seu marido amou outra. — Você é filha dele?- Raphaele perguntou. Ela nem parecia com ele fisicamente. — É... Fazer o que? Coisas da vida, não é? - cruzou os braços, irônica — Quem são vocês? — Filha, vamos entrar - William segurou seu braço — Pode prender este animal? — Posso, mas não vou - pegou o cão nos braços — E por que eu deixaria que entrassem? Paolo deu um passo à frente. — Que lhe parece evitar que eu chame a polícia? Ela deu de ombros, indiferente. — Chame, eu não vou presa porque não quero receber meu pai, ao lado de dois estranhos, em minha casa. — Por isso não - Raphaele disse — Mas por ser cúmplice de roubo, sim. Pode ser presa por isso. — O que? - ela não entendeu nada. — Melissa, por favor, vamos entrar. É um assunto muito sério - andou na frente, seguido por Paolo. — Vamos... Por favor! Raphaele tocou de leve o braço dela. Seus dedos formigaram. Ela o olhou franzindo a testa e apertou os lábios. Mais uma situação estranha por culpa de seu pai. Até quando? Já não bastava tudo o que havia acontecido desde que era pequena? Autora Ninha Cardoso. Livro completo. Continue lendo.
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