capítulo quatro

1717 Words
Após duas aulas sobre defesa contra as artes das trevas, Draco já estava entediado, sua única motivação para ir até a aula de poções era poder observar Hermione durante todo o tempo que quisesse. Mesmo estando receoso de se aproximar da grifinória que assim como o brasão de sua casa, parecia uma leoa quando estava irritada, ele usaria todo o seu charme de veela para conquistá-la, sua vida literalmente dependia disso. — Senhor Malfoy! Atrasado de novo? — Professor Slughorn perguntou, todos os professores já haviam percebido que o garoto andava aéreo nos últimos dias, coisa que nunca haviam visto antes vindo de Malfoy — Sente-se, mais um atraso nessa semana e não o deixarei participar da aula. — Sim, senhor. — Ele sequer discutiu com o professor como costumava fazer. Encarou as mesas que estavam vazias e viu Granger sozinha na frente, mas ele não seria tão cara de p*u de sentar ao seu lado. Encarou a mais nova colega que também estava sozinha e fez um gesto pedindo para formar dupla com ela. Maia negou com a cabeça, se pudessem falar certamente ela o chamaria de covarde. — Desculpe o atraso, professor Slughorn! — Blásio entrou na sala e encarou o amigo que continuava plantado no meio da sala. — Francamente, tiraram os relógios da comunal de vocês? Menos cinco pontos para a sonserina. — Zabini, senta aqui. — Maia o chamou e ele apenas obedeceu ao seu pedido. — O que está esperando garoto? Sente-se com a senhorita Granger. — Hermione bufou e revirou os olhos, sabia muito bem quanta bobagem ouviria durante toda a aula. Draco caminhou até a primeira mesa e sentou ao lado da garota que fazia o seu corpo aquecer, mesmo quando estava a metros de distância. — Bom, já que todos estão aqui, podemos começar. Alguém sabe me dizer o que é amortencia e o que ela causa? — Hermione ergueu seu braço, haviam estudado sobre a poção há uma semana, não havia como esquecerem — Senhorita Granger. — Amortecia é a poção do amor, quem a ingerir fica loucamente apaixonado por quem a fez, o seu cheiro varia de uma pessoa para outra, normalmente tem o cheiro do que a atrai. — Exatamente, senhorita Granger. — Draco sorriu para a castanha que o ignorou completamente — Mas nem tudo são flores! Existe um efeito colateral, saberiam me dizer qual e como desfazer esse efeito? — Maia ergueu sua mão — Senhorita Fitzgerald! — O “amor" causado por essa poção acaba se tornando uma obsessão, porque ele não é verdadeiro, apenas uma grande ilusão. Esse efeito pode ser desfeito com o antídoto para a poção do amor, ou se quiser abreviar pós ilusão! — O professor deu risada com a graça que a garota fez, até mesmo ele concordava que o nome era muito grande para algo que poderia ser mais simples. — Obrigado, senhorita Fitzgerald. Já que sabemos o nome do antídoto para essa poção traiçoeira, hoje eu quero que o preparem para mim, vocês tem uma hora, a partir de agora. Granger pegou o livro e leu os ingredientes necessários, estava apreensiva em pedir para Draco pegá-los no balcão, não queria que ele ficasse a perturbando durante o preparo. — Do que precisamos? — Finalmente Malfoy tomou coragem para falar com a garota. — Como? — perguntou confusa. — Os ingredientes Granger, do que nós precisamos? — Ah... onze galhos de wiggentree, óleo de mamona e extrato de gurdyroot — Draco foi até o balcão e pegou todos os ingredientes que ela havia pedido, e sentou-se os colocando em cima de sua mesa — Obrigado. — Sem problemas. — Sorriu para a garota que o encarou de imediato e voltou rapidamente a encarar o caldeirão que já fervia a base da poção. — Adiciona as quantidades que eu pedi, vou mexer a poção. — Certo. — Pode colocar, quatro galhos de wiggentree. — Ele a obedeceu e ela continuou mexendo a poção esperando a mesma ficar verde. Hermione sentia-se intimidada com Draco a encarando tanto, com certeza ficaria ainda mais incomodada se percebesse que ele não era o único com os olhos em cima dela. — Maia? — Hum? — O que está olhando? — Nada, por quê? — Era para a poção estar assim? — Zabini levantou a colher e mostrou a poção verde que estava gelatinosa. — Por Merlin, Blásio! Pega o óleo de mamona, por favor. — O garoto foi até o balcão e pegou o óleo. Após uma longa hora de Maia dando sermão em Blásio, e Draco tratando Hermione da melhor maneira possível, o professor finalmente avaliou as poções. — Senhorita Parkinson, isso sequer foi terminado, a poção está azul. — Mas no livro diz que ela deve ficar azul professor. — A coloração final fica rosa! — Slughorn suspirou, não conseguia lidar com seus novos alunos, para ele a turma de setenta foi a melhor sem dúvida alguma — Parabéns a todos que tentaram, aos que conseguiram chegar perto treinem mais e conseguirão fazer um ótimo antídoto. Bom, temos duas poções impecáveis na aula de hoje, por favor senhorita Granger e senhor Malfoy, venham aqui na frente. Hermione estava entusiasmada, mesmo tendo feito a poção ao lado de Draco Malfoy, ainda conseguiu se sair bem, mas ela achava totalmente estranho o comportamento do garoto durante a aula. Ele não a insultou ou fez piada durante todo o preparo da poção. — Senhorita Fitzgerald e senhor Zabini, venham também. Aqui está a medalha de vocês. — Entregou uma medalha pequena para cada e sorriu aliviado pensando que a turma ainda tinha salvação. (...) — É sério Draco, ela quase arrancou minha cabeça só porquê esqueci de colocar aquele maldito óleo de mamona. — Zabini estava reclamando de Maia desde a hora que sentou-se para jantar, ele achava um absurdo ela reclamar do seu desempenho quando ela mesma não estava prestando atenção no que estavam fazendo. — As meninas são assim, acostume ou morra tentando. — Draco deu risada, com as caras e bocas que o amigo fazia tentando imitar Maia — E a Lovegood? Teve algum progresso? — Além de saber que existem fadas que comem uma semente de árvore específica durante toda a vida? — respondeu cabisbaixo. — Sim? — Sim! Marcamos de nos encontrarmos em Hogsmeade nesse sábado, estava pensando. — Suspirou encarando seu prato de comida que já estava vazio — Pode ir com a gente? — O que? Tem medo que a maluca te leve para o reino encantado dela ou se percam em Hogsmeade? — Draco sorriu debochando do amigo. — i****a! Só que seria bom alguém quebrar o gelo. — Eu quebraria com o calor da vela que seguraria para vocês? — O bom e velho humor de Draco Malfoy estava de volta, quem diria que uma hora ao lado de Granger causaria isso. — Não, você pode chamar a Fitzgerald, ela é engraçada. — A Maia? — Conhece outro Fitzgerald? — Na verdade sim, ele conhecia. — Eu vou perguntar se ela quer ir comigo. — Ótimo. — Draco achava que poderia dar altas risadas vendo o amigo se atrapalhar ao lado de Luna, e Maia não poupando comentários. (...) Já se passava do horário de dormir quando Malfoy caminhava pelos corredores escuros do castelo, ele precisava pensar sobre como contaria para Hermione da sua situação, não sabia como ela iria reagir com a informação, ele não queria que ela ficasse com ele apenas por pena, queria que fosse real. — Está perdido, senhor Malfoy? — A pouca luz da varinha atrás dele iluminava o suficiente para ele ser reconhecido mesmo que estivesse de costas. Draco virou-se para encarar quem estava atrapalhando os seus pensamentos naquela hora da madrugada. — Ah é você. — Respirou aliviado e sorrindo amigavelmente para a corvina à sua frente. — Adoro sua animação sempre que te encontro fazendo algo que não deveria. — Estou indo para o meu quarto, o que você faz aqui? — Fazendo minha função como monitora. — Os dois caminharam lentamente pelo corredor. — O corredor da corvinal é no andar de cima, aposto que veio aqui só para me ver — indagou. — Espero que tenha algo de valor para apostar, porque essa aposta você perdeu! — Sorriu brincalhona. — Então o que veio fazer aqui? — Não que seja da sua conta, eu vim ver o D'ângelo. — Sorriu fraco. — Seth D'ângelo? — Conhece outro? — Eu não sabia que era afim de alguém. — Não sou afim dele, tem muitas coisas que não sabe sobre mim, por isso sou eu quem te ajudo e não ao contrário. — Tá bom, não precisa me atacar. Mas então, estão ficando? — Ainda não. — Eu sabia! — Malfoy comemorou por ter feito a morena confessar sua paixonite. — Vai se ferrar, Malfoy! Mais uma dessas e eu tiro cinco pontos da sonserina. — E como vai explicar sua visita ao corredor da sonserina? — Ela revirou os olhos e se apoiou em uma das colunas, desta vez ele a ganhou nos argumentos — Eu ia te perguntar isso amanhã, mas como já estamos aqui, você quer ir comigo no encontro do Zabini? — Como? — Ele nos chamou para acompanhar ele e a Luna em Hogsmeade, já que não faz ideia do que conversar com ela. — E levar duas pessoas aleatórias é uma ótima ideia? — Eu disse o mesmo. — Por que não leva a Granger? — Você sabe muito bem o motivo. — Tá bom, eu vou! Mas vai me pagar uma cerveja amanteigada. — Sério? — Eu não vou pagar para te ver quieto enquanto Zabini gagueja para a Luna e ela explica sobre as fadas e as sementes. — Ela te contou também? — Deu risada. — Você não tem a mínima noção de como uma fadinha pode ser interessante. — Incrível. — Os dois caminharam até a escada ainda rindo. — Boa noite, Malfoy. — Boa noite, Fitz. — Eu tenho nome! — reclamou subindo os degraus. — Sim, mas ele fica melhor abreviado. — Folgado! — Malfoy gargalhou e voltou para seu quarto, o dia havia sido bem agitado, ele precisava de uma boa noite de sono, mesmo que ela durasse apenas quatro horas. (...)
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