Liso Narrando Acordei na segunda-feira com um peso diferente no peito. Não era cansaço, não era ressaca, não era aquela tensão de guerra que a gente já aprendia a carregar desde cedo. Era outra coisa. Um negócio bom, leve, mas ao mesmo tempo que deixava a mente acelerada. Abri os olhos e fiquei encarando o teto por alguns segundos, lembrando do domingo à noite. Como foi cada detalhe, cada passo, cada fala. Era como se tivesse passado num filme dentro da minha cabeça. A primeira cena que veio foi eu chegando na casa do Riba. Até agora ainda sentia o frio na barriga. Não era medo, mas era como se fosse. Porque, vamos falar a real: chegar na casa do patrão, encarar ele de frente, pedir a mão da irmã dele… isso não era pouca coisa, não. Ali, qualquer vacilo meu podia ser o fim antes mesmo d

