Bianca Narrando Eu acordei de supetão, lá fora o sol já estava nascendo. O corpo ainda dolorido, pesado, mas relaxado. Me mexi devagar, e senti o braço dele pesado em cima de mim. O cheiro dele grudado na minha pele, o calor ainda presente. Por um instante, fiquei só observando. O rosto tranquilo, a respiração lenta. Era difícil imaginar que aquele homem era o mesmo que todo mundo temia. Mas aí, quando olhei ao redor, a realidade me deu um choque, e eu não acreditei, ontem eu não percebi que a gente não veio pra casa dele, com toda aquela adrenalina e t***o. Olhei para o quarto. Só tinha a cama. Nada de criado-mudo, nada de armário, nada de quadro, nada de cortina decente. O chão liso, paredes brancas sem vida. Parecia um quarto provisório, frio, sem história nenhuma. Meu estômago em

