Capítulo 47

1143 Words

Patrícia Narrando O café da manhã que ele trouxe ainda estava intacto no meu colo, mas meu coração já não estava mais, do mesmo jeito. Eu não conseguia acreditar que aquele homem, o mesmo que o morro inteiro temia, tinha se dado ao trabalho de equilibrar uma bandeja só pra me provar que estava ali de verdade. Comemos juntos, sem muita conversa. Eu ainda estava meio sem jeito, e ele também não parecia o tipo que gastava palavra à toa. Mas cada vez que nossos olhares se cruzavam, um arrepio percorria minha espinha. Ele não precisava falar nada: o jeito que me olhava já era suficiente pra me deixar sem ar. Depois do café, me levantei pra arrumar as coisas. Ele só me observava, como quem mede cada gesto. Quando terminei, ele disse num tom que não deixava espaço para dúvida: — Vamos pra min

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