Payú Horas depois, após uma sessão de fodä boa e a Renatinha já ter ido embora, eu estava na boca, cercado por pilhas de papéis, anotações e cálculos, tentando ver se os números batiam, quando um dos seguranças, bateu na porta e entrou na sala. — Chefe, tem uma mina aí fora querendo falar com você! — ele disse, sua voz carregada de dúvida. — É a mulher do Mailon, o motoboy. — Mulher do Mailon? — repeti, ainda processando a informação. — O que ela quer comigo? Talvez fosse grana, mas pro funeral eu mandei o Brand dar essa força. — Ela não disse, não, Payú, apenas pediu pra falar com você. Libero ou dispenso? — Libera ela aí! Vou ver qual é o papo. Assim que ele chamou, ela hesitou na porta. Seus olhos estavam apreensivos, e seu corpo tenso denunciava o medo que sentia, como se estive

