Amanda — Outra vez isso? Estou entrando, amiga! Quando chegar, me liga que eu venho abrir a porta. — Paulinha diz, seu semblante irônico enquanto passava a mão no meu ombro, antes de entrar em sua casa. — Ei, Paulinha! — tentei objetar, mas foi inútil. — Entra no carro! — Aquela voz máscula que causa uma corrente elétrica em cada parte do meu corpo, diz. Payú estava com o corpo inclinado no banco do passageiro com a janela aberta. Ignoro a sua ordem e continuo andando para abrir o portão, mas escutei a porta do carro bater e o meu coração gelou. Meu braço é violentamente puxado e eu sou quase arrastada até o carro. — Ei, me solta! Eu não quero ir com você! Na verdade, meu corpo queria, já meu cérebro dizia que não. — Eu não te mandei entrar no carro? — ele diz como uma fera prestes

