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Kayra Arslan A cerimônia continua, mas já não absorvo tudo que é dito. Não consigo! A voz do ancião ecoa em algum lugar, mas para mim, parece distante, abafada, como se eu estivesse mergulhada embaixo d’água. As palavras chegam, mas não entram. Vejo apenas o movimento dos lábios dele e alguns gestos com as mãos, distorcidos pela luz das tochas. Não movo um músculo. Fecho os olhos por alguns segundos, puxo o ar pela boca e solto da mesma forma, de maneira suave, quase imperceptível. Tento encontrar dentro de mim algum ponto de equilíbrio, um lugar que me permita suportar tudo isso. Então sinto de novo. Faruk aperta minha mão outra vez. Não é agressivo, mas é firme, como se quisesse me trazer de volta ao momento. E é nesse instante que percebo: minhas mãos estão frias, tão frias que m*

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