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1217 Words

Faruk Arslan Acordo antes do sol nascer, como sempre faço. O silêncio da madrugada ainda cobre a mansão quando deixo o quarto e vou até o pátio. O ar frio entra nos pulmões, desperta a mente e o corpo. Pego as minhas facas, alongo, aqueço os músculos e inicio meu treino. Meus golpes cortam o ar, precisos, automáticos, firmes. Dois soldados se revezam comigo. Eles atacam, eu defendo, eu caio, levanto, giro, contra-ataco. Os meus movimentos são rotina, mas também são válvula de escape. Eu sei que hoje não é um dia qualquer, por mais que eu tente fingir que sim. Quando o sol desponta, encerro o treino. Sigo para o banho, me visto e vou resolver os assuntos pendentes no escritório. Preciso manter o controle, manter a rotina. Papéis, contas, carregamentos, nomes. Hoje mesmo confirmo orden

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