Brahan Arslan Eu acordo com a sensação de que algo dentro de mim, mudou. Ainda é cedo, mas não consigo mais ficar deitado. Levanto, caminho até a varanda do meu quarto e deixo o vento da manhã bater no meu rosto. O sol ainda nasce preguiçoso, mas já ilumina cada canto da mansão, e isso só reforça a realidade que eu estou tentando digerir: em algumas horas, eu vou ser um homem casado. A ideia martela dentro da minha cabeça. Eu olho para o quarto atrás de mim e percebo que já não é apenas meu. Algumas coisas dela já estão ali. Um perfume diferente paira no ar, delicado, doce, que não pertence a mim. Há uma caixa de joias sobre a penteadeira, algumas roupas dela já organizadas pelas empregadas. Esse espaço, que sempre foi só meu, mas já começa a ser dividido. E, estranhamente, eu não sei

