Kayra Arslan Ainda estou à mesa, mordendo distraída um pedaço de pão com queijo, enquanto mastigo devagar. Faruk saiu há poucos minutos, dizendo que precisava resolver coisas no escritório, e me deixou sozinha com a mesa cheia. Não sei se é a fome que ainda resiste depois daquela corrida maluca, do sexö louco da noite e da manhã ou se é apenas o silêncio que me dá vontade de permanecer aqui. Respiro fundo, empurro o prato e me levanto para buscar água. Preciso parar de comer. Já estou satisfeita, quer dizer, além disso. Atravesso o salão devagar, meus pés ainda um pouco pesados, até chegar perto da porta que dá acesso à cozinha. Mas antes mesmo de entrar, o som de vozes femininas me faz parar. Não é conversa trivial, não é sobre tarefas ou sobre comida. É sobre mim. — Quem diria...

