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1404 Words

Faruk Arslan Chega a hora de me preparar para a reunião. Não gosto dessas ocasiões, mas sei que são inevitáveis. Cada encontro com os chefes de família carrega um peso político, um peso de responsabilidade e, acima de tudo, um jogo de poder que não admite erros. Visto o meu terno escuro, ajeito os punhos da camisa e passo um pouco de perfume. Nada extravagante, apenas o suficiente para marcar presença. O anel no meu dedo brilha quando a luz bate. Símbolo da minha posição. Símbolo do fardo que carrego. Brahan aparece na porta, já pronto e eu apenas o encaro. — Está na hora. — Digo, firme. Descemos juntos. O carro já nos espera do lado de fora, motor ligado, escolta preparada. Sempre é assim. Não dou chance ao acaso. Quando entro, sinto a tensão no ar. Essas reuniões, por mais formais

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