Kayra Arslan O sol começa a se pôr quando eu e Leyla ainda estamos nos fundos da mansão, ocupando o espaço aberto que se transformou em nosso refúgio. O ar é fresco, o cheiro de terra misturado ao das árvores ao redor traz uma sensação de calma, mas aqui entre nós, nada é calmo. Hoje já faz três dias que comecei a ensinar a ela os pontos básicos de defesa, e eu noto como Leyla reage de forma quase instintiva. Ela é assustada, os seus olhos sempre parecem carregar um medo profundo, mas isso não a paralisa. Não. Ao contrário, quando eu avanço sobre ela em algum movimento, ela tenta reagir. Tenta contra-atacar, mesmo com a insegurança tremendo nos punhos. Isso é bom. — Não recue. — Digo, girando seu braço e a conduzindo para fora de minha guarda. — Se você recuar, você se entrega... e a

