Kayra Selik Três dias. Já se passaram três dias desde aquela correria, os homens espalhados pelos terrenos, as armadilhas sendo instaladas, as ordens sendo gritadas de um lado para outro… e até agora nada. Nenhum recado, nenhum ataque, nenhuma movimentação. É como se o inimigo estivesse brincando com a nossa paciência. A única coisa que mudou de fato é a minha perna. Já não sinto dores, apenas algumas marcas de arranhões, e os ferimentos que antes latejavam estão praticamente fechados. Isso significa apenas uma coisa: nada me impede de voltar a treinar. E eu estou animada com isso. Sei que não vai ser fácil. Faruk treina pesado, sem fingimento, sem piedade, e eu tenho plena consciência de que, naquele primeiro confronto entre nós, eu só me sobressaí porque ele não esperava. Ele é mai

