O avião enfim pousou em Miami, apesar de ser algo que as duas conversaram, mantiveram o segredo, seria uma surpresa para todos. Passaram-se duas semanas, o tempo necessário para a legista e o agente prepararem papeladas e acordos de transferência, nesse caso, apenas o delegado Rey sabia da chegada delas, pois Anne voltaria para sua função na delegacia e Sam seria uma pessoa diretamente ligada ao FBI.
- Vamos direto para o apartamento, amor, estou exausta.
- Está sentindo alguma coisa, algum dor?
As últimas semanas se resumiram em elas arrumarem como malas, assinarem papéis e Sam cuidar excessivamente da esposa, apesar de querer mostrar para Anne que a deixaria viver uma vida normal, a ruiva não obrigar a não se preocupar.
- Estou bem, querida, apenas cansada.
- Certo, logo que falarmos para a sua mãe, iremos procurar um médico, vamos fazer tudo direitinho, não quero que nada dê errado.
- Sam, imprevistos acontecem, sabemos disso.
- Pode ser, mas não será por minha culpa.
- Amor, eu não disse isso.
A mais velha nada responde, colocado a última mala no carrinho e começou a andar, sendo acompanhado pela esposa, que preferiu manter o silêncio, estava tentando ao máximo entender o lado de Samanta, só esperava que essa fase de aceitação passasse logo, pois ela não sabe como seria dali a uns meses que estaria inchada, estressada e com os hormônios em grande bagunça.
Não demoraram a pegar dois táxis, um para elas e outro para o monte de malas. Iriam para o antigo apartamento da loira, que estava devidamente limpo e esperando por elas. Anne encosta sua cabeça no ombro da esposa, Samanta coloca sua mão na perna dela, acariciando o lugar com carinho, ambas sabendo que seria um recomeço do recomeço . A vida delas era isso, dando várias voltas, porém sempre trazia boas supressas, uma delas estava dentro da barriga da loira, elas só ainda não sabiam que isso era só o começo.
Assim que pararem em frente ao prédio, o porteiro, o mesmo de sempre, as abraçou e ajudou com as malas, três viagens no elevador foram suficientes para o monte de malas e estarem dentro do apartamento. Elas paralisaram no meio da sala e analisaram tudo com cuidado, lembranças sentimentais. Foi naquela sala que a ruiva disse que ia embora, foi naquela sala que Anne não teve coragem de pedir para ela ficar e foi naquela sala que elas juraram que se amariam para sempre, vinham cumprindo isso muito bem.
- Lar, doce lar. _ A ruiva sorri e chega perto da esposa, abraçando seu corpo e beijando seus lábios.
- Vá descansar, querida, depois damos um jeito nessas malas.
Anne lhe dá um selinho e se encaminha para o quarto, roupas de cama trocadas, limpas e cheirosas, a loira só teve o trabalho de tirar a calça jeans e blusa, ficando apenas de roupas íntimas, puxou o cobertor e abraçou o travesseiro, logo pegando no sono.
Desde o dia que descobriu da gravidez no banheiro da sua antiga casa em Los Angeles, ela vinha sonhando com um garotinho de cabelo loiro e olhos verdes, talvez fosse um presságio do que viria pela frente. Na sala, Samanta foi até a janela e olhou para fora, percebendo que nada mudou desde a última vez.
Quando vieram para a cidade as primeiras vezes, ficavam no apartamento, mas depois perceberam que tinham mais trabalho, assim passaram a ficar na casa dos sogros da ruiva, era mais fácil e prático, no entanto nunca alugaram o lugar. Anne nunca gostou da ideia de outras pessoas morando em sua casa, por isso uma faxineira da confiança dela tinha a missão de manter o lugar em bom estado, ela fez isso muito bem durante os três anos.
- Lar, doce lar.
A ruiva disse, encarando as pessoas andando pelas ruas de Miami. Samanta se sentia em casa, mas algo dentro dela dizia que voltar não devia estar sendo algo tão duvidoso, mesmo fazendo isso pela pessoa que mais ama na vida, sabendo que seu filho precisaria de amor e carinho de todos, que sua esposa iria necessitar da mãe ao seu lado, algo dentro dela dizia que Miami guardava acontecimentos que a ruiva não estava pronta para viver, a verdade é que ela estava complemente certa.
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Katy voltou do banheiro e encontrou a noiva da mesma forma que deixou. Ester estava deitava de bruços, completamente nua. Era domingo e apesar de sempre almoçarem na casa dos pais da loira ou da n***a, elas preferiram passar aquele tempo juntas, isso incluía muito sexo e sonecas entre os orgasmos, era isso que a investigadora fazia agora, depois de um sexo maravilhoso na mesa da cozinha elas voltaram ao quarto e a menor acabou dormindo, porém aquela visão da mulher que ama nua, apenas o lençol cobrindo sua b***a, estava deixando Katy excitada, completamente maravilhada com a imagem.
Por isso ela sobe na cama, também estava nua, leva sua mão para a seda do lençol e puxa para baixo, expondo agora o corpo da outra por completo. Levou suas mãos para a pele branca, macia e deliciosa e começou a passear pelo local. Ester se mexeu um pouco, mas não acordou, a advogada sorriu e continuou as carícias. Deitou um pouco ao lado da noiva e colocou os fios dourados para o lado, agora beijando lentamente a nuca da menor, só então a investigadora se deu conta do que ocorria, mas acabou sorrindo, pois sabe bem onde tudo aquilo as levariam.
- Hum... Você não cansa?
- De você? Impossível.
As palavras sussurradas no ouvido da loira a fez estremecer mais, aproveitando agora do corpo da noiva completamente em cima do seu. Katy fica ereta e passa suas mãos pelas costas da menor, essa que já se arrepiava.
- Sabe o que eu queria agora? _ A n***a pergunta ao passar suas mãos no bumbum da noiva, apertando a carne com força, fazendo Ester gemer gostosamente.
- O que? _ A voz da loira sai fraca e lenta. Katy sorri e encosta de novo seu corpo contra o da noiva, voltando a ficar com os lábios perto do seu ouvido.
- Sentir sua boca me chupando.
- Oh, merda. _ O corpo todo de Ester estava quente, aquela n***a era quente, maravilhosa, complemente perfeita.
- Você vai fazer isso por mim, querida?
Katy dizia cada palavra vagarosamente, sabendo o efeito que tinha sobre a loira, elas se amavam e também tinham uma vida s****l completamente ativa, sedutora, sabiam bem como fazer com que tudo não entrasse na rotina, se prometeram isso, vinham cumprindo muito bem.
- Sim, sim, oh, sim. _ A mais velha então sai de cima da noiva e sorri vitoriosa ao ver a expressão de desejo da investigadora.
- Vire-se, sabe como eu gosto. _ Ester apenas vira o corpo e fica próxima da cabeceira, arrumando o travesseiro embaixo da sua cabeça. Katy eleva o corpo e “senta” na boca da noiva, segurando firmemente na madeira da cabeceira. – Caramba, isso.
A maior geme ao sentir a primeira lambida em seu sexo. Ester sabia bem usar seus artifícios na hora H, Katy poderia ter a feito “passiva” devido ao desenvolvimento natural durante esses três anos, mas ainda assim sabia usar do seu lado dominador quando era necessário, com o tempo também descobriu que sua mulher adorava ser comandada.
- Oh, sim, assim, querida. _ Katy rebolava cada vez mais, sentindo as unhas da noiva passearem por suas nádegas, sabendo que ficariam as marcas, porém não se importava, pois seu prazer era mais urgente. – Isso, estou tão perto.
Ester olhou para cima e viu a expressão de prazer da mulher, começou a mover sua língua com mais rapidez, chupando e lambendo todo o sexo da n***a, quando percebe que Katy gozaria, enfiou sua língua endurecida o máximo que pôde dentro da maior, sentido o líquido escorrer pelo m****o macio.
- Ester...
Foi a única palavra que saiu da boca da advogada ao sentir suas pernas trêmulas, a respiração ofegante e a boca seca, foi um orgasmo muito intenso. Katy desceu e se deitou com o corpo por cima da loira. Ester começou a acariciar os cachos da n***a que aos poucos ia controlando a sua respiração.
- Estou cansada, você hoje conseguiu tirar todas as minhas forças.
Katy acabou sorrindo das palavras da investigadora, até ela tem que admitir que desde a hora que elas acordaram naquela manhã, não havia parado, apenas uma soneca, refeição, mas nada de paradas, foram vários orgasmos durante todo o dia, mas apesar de ainda não ter acabado, as duas estavam exaustas.
- Desculpa.
A n***a repousa sua cabeça conta o pescoço da menor, fazendo seu nariz roçar na pele, o cheiro delicioso de sexo em Ester era maravilhoso e a investigadora sabia que a noiva sempre gostava de fazer aquilo quando elas transavam.
- Não estou reclamando, apenas lhe informando que hoje não aguento mais. _ As duas gargalharam.
- Entendo completamente, querida.
Katy disse e depois deposita um beijo contra a pele da loira, recebendo mais carinho da noiva. Ester sabe bem o que vem agora, estava completamente certa, depois de poucos minutos a advogada já estava adormecida, para ela só restou admirar a beleza da sua mulher. Em breve seriam as senhoras Colins Potter, aquilo soava tão bem que ela via como mais uma prova de que as duas nasceram para ficarem juntas. A loira beijou os cachos da noiva e relaxou o corpo, pegando no sono logo em seguida.
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Mais uma vez o homem aguardava a garota entrar em sua sala, ele estava nervoso, ansioso e preocupado, esperava que todo aquele esquema desse certo, afinal, era sua única chance.
- Senhor... _ Ele ergue o olhar ao ver a mulher entrando, bela como sempre foi, na verdade muito parecida com a mãe.
- Elas voltaram! _ A mulher engole seco ao escutar.
- Como?
- As duas estão em Miami, agora para ficar.
- Então ela está mesmo...
- Sim, está, agora mais que nunca você terá que agir rápido.
- Mas se ela voltou, eu certamente vou...
- Não, darei um jeito, apenas faça a sua parte, estarei aguardando notícias, não precisa mais vir aqui, seu trabalho está bem claro agora, apenas aja. _ A garota sabia o que tinha que fazer e faria, porque foi isso que foi ordenada.
- Sim, pa... Senhor, eu farei. _ Ela se corrige antes de terminar, afinal, era uma relação profissional.