Capítulo 14

1328 Words
Matteo manteve-se ali, imóvel, como se soubesse exatamente o efeito que tinha acabado de provocar. Ele começou a circular ao meu redor lentamente, como um tubarão avaliando a presa. Mantive os olhos à frente, fixos na madeira escura da cabeceira da cama, recusando-me a virar para segui-lo. Sentia o ar se mover quando ele passou atrás de mim. Os nós dos dedos roçaram na minha escápula, um toque fugaz, leve como uma pena, que mandou um choque direto pelo meu corpo. Ele parou novamente à minha frente. O silêncio dele fazia mais do que qualquer palavra. Enchia minha cabeça, meus pulmões, o espaço entre nós, até ser a única coisa que existia. Ele estendeu a mão, o polegar traçando a linha do meu maxilar, inclinando levemente meu rosto para cima. O toque era firme, proprietário. — Você está tremendo — observou, a voz um ronco baixo. Não era uma pergunta. Eu estava. Um tremor fino e incontrolável percorreu meu corpo. Uma combinação de medo, frio e uma dor horrível e desesperada que crescia a cada segundo da inspeção dele. O polegar deslizou do meu maxilar para o meu lábio inferior, puxando-o levemente para baixo. Minha respiração travou. Ele não precisava me tocar para assumir o controle. Já tinha. Cada célula do meu corpo estava sintonizada nele, esperando a próxima ordem, o próximo toque, qualquer coisa. Ele finalmente falou de novo, quebrando o silêncio pesado com palavras que me aterrorizavam e excitavam ao mesmo tempo. — Na cama. Outra ordem. Minhas pernas estavam fracas, mas me levaram até lá. Sentei-me na beira do colchão, a seda fria contra minha pele superaquecida. Olhei para ele, ainda de pé diante de mim, uma silhueta imponente de poder e posse. Ele não se moveu para se juntar a mim. Apenas observou. E esperou. Fui me afastando para trás, meus movimentos desajeitados, até ficar deitada no centro da cama, os lençóis escuros se enrolando ao meu redor. Isso não era ternura. Era posse. Ele finalmente se moveu, ajoelhando-se na cama, o colchão afundando sob o peso dele. Ele enquadrou meu corpo com o dele, as mãos pressionando os travesseiros de cada lado da minha cabeça, prendendo-me. Abaixou o rosto, mas não até meus lábios. A boca dele encontrou a pele sensível atrás da minha orelha, a respiração quente contra meu pescoço. Gemi, as mãos se fechando nos lençóis sob mim. — Matteo — sussurrei, o nome dele saindo quebrado dos meus lábios. Um pedido. Uma rendição. Ele respondeu mordendo de leve o lóbulo da minha orelha, uma fisgada afiada e possessiva que fez meu corpo inteiro arquear. As mãos dele desceram dos travesseiros para o meu corpo, traçando as alças do meu sutiã, depois mais abaixo, roçando o cós da minha calcinha. O toque era enlouquecedoramente leve, uma provocação que prometia tudo e não entregava nada. Meus quadris se ergueram da cama, um pedido involuntário e sem vergonha por mais. Um riso baixo vibrou contra meu pescoço. Ele estava gostando daquilo. Do meu desespero. Da minha perda de controle. Ele se deslocou, descendo pelo meu corpo, as mãos seguindo o caminho do olhar. Os dedos se prenderam na renda da minha calcinha, puxando-a para baixo lentamente, centímetro torturante por centímetro. O ar frio atingiu meu centro quente e molhado, e eu gemi baixinho. As mãos dele separaram minhas coxas, o aperto firme e irredutível. Eu estava completamente exposta a ele, aberta e vulnerável. Apertei os olhos, incapaz de suportar a intensidade do olhar dele. Senti a respiração dele em mim um segundo antes de a boca dele me cobrir. Um grito rasgou minha garganta, bruto e rouco. A língua dele era quente, úmida, experiente. Ele me explorou com uma precisão devastadora, encontrando cada terminação nervosa, cada ponto sensível. Ele não tinha pressa. Estava saboreando. Saboreando meu gosto, meus tremores, os sons que eu não conseguia conter. Ele me levava cada vez mais alto, o prazer se enrolando como uma mola no meu ventre, cada vez mais apertada até eu achar que iria me despedaçar com a pressão. Minhas mãos encontraram o cabelo dele, os dedos se enroscando nos fios macios, prendendo-o contra mim. Eu estava perdida, à deriva num mar de sensações, a mente em branco, o corpo um receptáculo para o prazer dele. E para o meu. Tão meu. Justo quando eu estava prestes a cair do precipício, ele se afastou. Gritei com a perda, um som carente e desesperado que m*l reconheci como meu. Eu ofegava, o corpo coberto de suor, as coxas tremendo. Abri os olhos e o encontrei me observando, a expressão escura, possessiva e completamente indecifrável. Ele voltou para cima de mim, posicionando os quadris entre minhas coxas. Eu sentia o comprimento duro e espesso dele pressionando contra mim, ainda preso pelo tecido da calça. O atrito era uma tortura deliciosa. Enrosquei as pernas na cintura dele, puxando-o para mais perto, um pedido silencioso e desesperado. Ele levou a mão entre nós, e ouvi o raspar metálico de um zíper, depois o sussurro suave do tecido sendo afastado. A ponta grossa do pênis dele roçou minha entrada, e minha respiração falhou. — Olhe para mim — ordenou, a voz áspera. Forcei os olhos a se abrirem, prendendo o olhar no dele. Os olhos dele ardiam, um fogo escuro e profundo que prometia tanto êxtase quanto destruição. Ele entrou em mim num único movimento longo, lento e implacável. Um gemido rouco escapou dos meus lábios. A sensação de ser esticada, preenchida de forma tão completa, foi esmagadora. Ele parou, dando-me um momento para me ajustar, mas não foi gentileza. Foi um lembrete de quem mandava. Então ele começou a se mover. As investidas eram profundas, medidas e totalmente possessivas. Cada movimento era uma reivindicação, uma declaração de posse. Ele ditou um ritmo que era ao mesmo tempo punitivo e inebriante, saindo quase todo antes de entrar de novo, forte e fundo, atingindo um ponto dentro de mim que fazia estrelas explodirem atrás dos meus olhos. Eu o acompanhava em cada movimento, meu corpo se arqueando contra o dele, as unhas cravando nas costas dele. Os sons do que fazíamos enchiam o quarto, o choque de pele contra pele, meus gemidos desesperados, os sons graves e contidos dele. Era cru, primal e incrivelmente íntimo. O controle dele era absoluto. Ele me observava, o olhar nunca saindo do meu rosto, como se estivesse gravando cada expressão, cada suspiro, cada tremor. Ele me levava ao limite, apenas para recuar, prolongando a tortura, o prazer, até eu me tornar um emaranhado de súplicas sob ele. — Por favor — implorei, a palavra saindo em soluço. — Por favor, Matteo. Ele se inclinou, os lábios roçando minha orelha. — Por favor o quê, Ivy — murmurou, a voz uma carícia escura e provocadora. — Diga o que você quer. — Eu quero… eu quero gozar — consegui ofegar. Um sorriso lento e predatório se espalhou pelo rosto dele. — Então goze para mim — ordenou, e se enterrou em mim com força, ao mesmo tempo em que o polegar encontrou meu c******s, circulando com uma pressão quase dolorosa. Foi o suficiente. O mundo se despedaçou. Um grito rasgou minha garganta quando onda após onda de prazer avassalador me atravessou. Meu corpo convulsionou, minhas paredes internas se apertando ao redor dele enquanto o orgasmo me tomava, deixando-me sem fôlego e trêmula. Ele veio logo depois, um gemido profundo e gutural quando se derramou dentro de mim. Ele caiu sobre mim, o corpo pesado e bem-vindo, me prendendo à cama. Por um longo momento, ficamos assim, os únicos sons sendo nossas respirações irregulares e o bater frenético do meu coração contra o peito dele. Eu estava exausta, mole, a mente num vazio tranquilo e feliz. Isso não era ternura. Era posse. E naquele momento, deitada ali, o corpo ainda vibrando com os resquícios do prazer, percebi que não me importava. Eu era dele. Completamente. Absolutamente. E, pela primeira vez em muito tempo, eu me sentia segura.
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