Bianca, enquanto puxava o zíper do meu vestido com a força de quem tá tentando fechar uma mala entupida de muamba na Receita Federal, parou do nada. O barulho do zíper subindo cortou o silêncio do quarto, e o bagulho ficou tenso. Sabe aquele clima de enterro de agiota? Foi exatamente isso que baixou no meu apartamento. Os olhos dela bateram nos meus pelo reflexo do espelho, e a cara de deboche que ela sempre tinha sumiu, dando lugar a uma expressão de quem tava prestes a me dar a extrema-unção. Ela soltou um suspiro pesado pra c*****o, e os dedos dela, que antes tavam passando corretivo no meu pescoço com a precisão de um cirurgião plástico, agora apertavam os meus ombros com uma força que me fez arrepiar até o último fio de cabelo da minha cabeça de morena surtada. — Tati, na moral, para

