— Não encosta um dedo nele, nem nela. — Apontei o dedo na cara do Léo, sério de repente. — O jogo é meu. — Mas qual é a lógica, chefe? Tu passa o rodo em traidor todo dia. — A lógica? — Dei um sorriso de lado, perverso, olhando lá pra baixo, pros prédios de vidro da zona sul brilhando no sol. — A lógica é que ela tá jogando o jogo da vida dela. A maluca tá dividindo a minha cama, tremendo de medo de ser pega, inventando uma "virose turbo" que não existe pra não atender a p***a do celular do engravatado na minha frente. Ela acha que tem o controle da p***a toda. Eu podia acabar com o show dela agora. Podia mandar os meus hackers puxarem até a cor da cueca do tal Lorenzo, jogar o corpo dele num porta-malas e sentar no sofá dela com a cabeça dele numa caixa de presente. Acabava a mentira em

