Eu preciso viver

1394 Words
James O'Connor Quando acordei, fui para o café da manhã e passei pelo quarto de Petrova, ela não estava lá e sua cama parecia arrumada demais. Desci as escadas e fui até a cozinha, ela também não estava lá, então perguntei. -Onde está Petrova? perguntei para as funcionárias que Petrova vivia de conversa. -Nós ainda não a vimos, senhor O'Connor. Eu virei em direção ao jardim e Petrova também não estava lá, quando eu comecei a subir as escadas novamente me lembrei de um lugar... só podia ser. Caminhei até a biblioteca e quando abri a porta, lá estava ela, deitada de m*l jeito na poltrona. Caminhei rápido em sua direção e toquei em seu ombro. -Petrova, acorde. Ela abriu os olhos em um susto e quase gritou, quando percebeu que era eu, para minha surpresa, ela relaxou e bocejou. -Desculpe-me, acabei dormindo sem querer. Ela começou a levantar, e quase caiu da poltrona pois sua perna estava dormente, quando Petrova foi pra frente eu corri e segurei em sua cintura. Nos olhamos por alguns segundos, fiquei perdido dentro daqueles olhos verdes e reluzentes. -James... Petrova sussurrou, eu tratei logo de solta-la e ela pareceu decepcionada com isso. -Você vai tomar café da manhã? Eu perguntei, arrumando a roupa e passando a mão nos cabelos, Petrova me deixava muito confuso, eu a queria, já estávamos casados a um mês, mas mesmo assim eu não me sentia pronto para dar-lhe aquilo que ela precisa e queria. -Ah, vou sim, dê -me alguns minutos para me arrumar. Ela fechou o livro e colocou em cima da poltrona, Petrova saiu e eu dei uma olhada na capa, era um livro de poesias, eu quase sorri por isso, mas tratei de recompor e desci até a sala de jantar. Sentei-me em minha cadeira e esperei as funcionárias colocarem minha comida. A cozinheira estava quase terminando de pôr a mesa quando Petrova desceu. Usava uma calça e blusa de mangas até os cotovelos. ela era magra, mas tinha um corpo que me fazia ficar duro só de imaginar o que teria dentro daqueles panos. -Bom dia, Marta e Tina Petrova saudou as mulheres e falaram sobre alguma coisa rápida antes que as duas voltassem a cozinha. -Você está indo para a fábrica, James? Ela me perguntou e eu olhei em sua direção. -Sim, onde mais eu estaria? Respondi, mas percebi que fui grosseiro demais quando ela apenas acenou e baixou a cabeça. p***a, eu não sabia como trata-la, eu cuidava dos negócios, vendia drogas, administrava as casas noturnas, fazia tudo e mais um pouco, matava pessoas, mas não sabia lidar com ela e toda essa bondade. tentei consertar a situação do meu jeito. -Você ficará ou irá comigo? Ela levantou o olhar e negou com a cabeça. -James, eu queria... queria pedir uma coisa. Ela falou baixo, mas deu pra ouvir tudo. Coloquei os talheres no prato e olhei pra ela, levantei a sobrancelha e esperei que ela dissesse. -Eu posso sair e fazer compras? Tenho muitas roupas mas a maioria não serve pro calor, eu preciso de itens pessoais e também preciso de um telefone, quero falar com meus pais. De repente eu fiquei curioso. -Seus pais?Por que quer falar com eles? Ela pareceu surpresa pela pergunta, mas logo em seguida pareceu ofendida. -Nada em específico, apenas conversar com mamãe... coisas de mulher Ela voltou a baixar a cabeça. Ponderei o assunto por alguns momentos e decidi que tudo bem ela ter um celular, mas eu iria saber de tudo, colocaria escutas e vigiaria todas as suas mensagens. -Tudo bem, Jason levará você até o shopping e você compra o que precisar. Mais alguma coisa? Ela respirou fundo e acenou, pareceu pensar alguns segundos como se estivesse procurando as palavras certas e disse. -Posso fazer faculdade? Isso era uma piada? claro que não. -Não e você sabe os motivos. Fui levantando-me para ir a sede a organização, Petrova levantou e me seguiu. -É online, é de literatura, não precisaria sair de casa, por favor James... Parei no meio do caminho e virei em sua direção. Eu manteria meus olhos bem abertos nessa sua vida. -Ok, mas vai me dizer tudo sobre isso quando eu voltar. Petrova sorriu e correu em minha direção, deu um beijo em minha bochecha e voltou correndo para a mesa, fiquei parado ainda alguns segundos tentando entender o que era aquilo. Saí de casa rapidamente e fui para o trabalho, eu teria que resolver diversas coisas, precisava organizar os materiais, avaliar uma nova remessa de pó e ainda visitar todas as boates e ver como estava o andamento de tudo. Quando eu já estava em minha sala, Nicholas entra, trazia uma pasta e jogou em cima da mesa, eu peguei rapidamente e dei uma olhada rápida. Eram várias fotos, fotos de Miquéias em um cais, entregando um pacote ao líder dos mexicanos, levantei o olhar até Nicholas e perguntei. -Foram tiradas quando? -Pouco antes da festa na casa dele. Porra, aquele merdinha estava brincando comigo? o que ele achou que eu faria quando descobrisse? Merda, esses idiotas estavam trazendo a escória para dentro de casa. -Vamos agir, a filha dele não vai mais casar com o líder do Cartel, cuide disso, vamos tratar de eliminar Miquéias e o Líder do cartel ao mesmo tempo. O irmão dele vai assumir e nós podemos ver uma forma de manter a paz. Preciso que os dois sumam, o mexicano tem que morrer primeiro, vão achar que foi o i****a do Miquéias, depois os mexicanos virão atrás dele. Passei mais algum tempo explicando o plano para Nicholas, meu tio, era pai de Nicholas e Deise e estava na Itália com ela ainda, mas eu saberia o que fazer. -Se for preciso, Nicholas, você se casará com alguém do México. Está ciente disso? Ele apenas acenou e disse: -Estou ciente do meu dever, James. Logo depois ele saiu e eu encostei na cadeira, o dia estava complicado, um carregamento de pó foi interceptado e precisaríamos de alguma manobra para que ela fosse liberada ou perderíamos milhões. Quando já era noite, fui de boate em boate, apenas vendo os relatórios e recebendo o dinheiro da semana, nós não fazíamos o caixa por mês, era por semana. Foi uma forma que encontrei de manter todos na linha. Assim era mais difícil de ser roubado. Na última casa da noite, fui receber o valor da semana e o dono da boate me entregou um pacote, peguei o dinheiro e entrei para Nicholas fazer a contagem. Ele saiu e foi passar as notas na máquina. Quando voltou, perguntou. -Está faltando 20% do valor. Dei um sorriso a homem e ele pareceu nervoso, afrouxou a gravata e levantou. -Dê-me uma semana, James. eu precisei usar... Apenas fui levantando, abri o paletó e deixei o coldre com a arma visível. -Como o quê? como acha que mantenho meus negócios? Tirei um cigarro da carteira e acendi o esqueiro, puxei toda a fumaça e joguei em seu rosto. -Cadê o dinheiro? Nicholas fechou a porta e o velho pareceu querer correr dali. -Eu usei, olha, eu tenho uma filha e... eu sorri, um sorriso carregado de maldade e tirei a arma do coldre. -Você não tem filhos, porque eu pesquisei sua vida inteira. Cadê a p***a do meu dinheiro? -Cara, eu precisei pagar umas contas e sério... James, por favor cara... Não. O barulho do tiro só não foi mais alto porque a música que tocava quase abafou tudo. Me sujei todo, peguei um lenço do bolso e limpei o rosto. -Nicho, mande um soldado sumir com o corpo e colocar outra pessoa no lugar. Eu saí dali e foi embora, eu odiava pessoas mentirosas e que tentavam passar a perna nos outros, ele nunca me pagaria. A solução para gente assim era uma só. Uma bala na testa. Quando cheguei em casa, Petrova estava na sala com o livro e gritou quando me viu. -James, o que aconteceu? está machucado? Quando ela tocar em meu rosto, segurei seus braços com um pouco de força e ela deu um passo para trás. p***a. -Não me toque porque esse sangue não é meu, não se preocupe, vou tomar um banho. Subi as escadas e fui me limpar, no banheiro, fiquei lembrando de Petrova, ela estava realmente preocupada, mas por que nosso casamento ainda estava assim? nesse 0x0.
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