126- BABADO

1408 Words

CAPÍTULO 126 VALÉRIA NARRANDO Desde o momento que o Morte soltou aquela frase, dizendo que o Cafu ia ficar no barraco com a gente, minha cabeça não parou mais. Eu disfarcei bem, fingi que era só surpresa de primeira, mas por dentro eu tava pegando fogo. Saí da sala fingindo normalidade, cumprimentando um ou outro no caminho, mas o coração batia descompassado, martelando na minha mente só uma coisa: e se ele já sabe? O olhar do Cafu ainda queimava em mim. Aquela forma como ele me mediu dos pés à cabeça, sem cerimônia nenhuma, foi o suficiente pra deixar claro: não era só visita de comando, era teste, era cobrança, era pressão. Ele não tava ali por acaso. Cheguei na calçada e encostei na parede, respirando fundo. O barulho da boca seguia normal, rádio chiando, moto subindo o beco, risad

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