CAPÍTULO 155 RENATA NARRANDO: O lençol cobria nossos corpos ainda colados, e a respiração dele batia suave contra o topo da minha cabeça. Eu estava deitada sobre o peito do Vulcão, ouvindo o som compassado do coração dele. Aquela batida forte, constante, parecia um lembrete de que ele estava ali comigo, de verdade, como se me prometesse silenciosamente que não iria a lugar nenhum. Ele passava os dedos devagar pelo meu cabelo, em carinhos que me faziam fechar os olhos e suspirar. Era como se cada toque dele fosse capaz de arrancar de dentro de mim um pouco das inseguranças que eu carregava há anos. — Vulcão... — chamei baixinho, a voz meio embargada, mas doce. — Eu quero pedir uma coisa pra você... vamos com calma, por favor. Ele parou de mexer no meu cabelo por alguns segundos, apenas

