162- MEDO

1301 Words

CAPÍTULO 162 VALÉRIA NARRANDO Fiquei ali, parada, com o coração martelando no peito, tentando entender se o que eu tinha ouvido era real ou coisa da minha cabeça. O silêncio era quase ensurdecedor, só o som da minha respiração cortava o ar pesado. Dei dois passos lentos até a porta do banheiro, a toalha ainda grudada no corpo, a pele arrepiada. Encostei o ouvido na madeira, prendendo a respiração. Nada. Nenhum som, nenhum movimento — mas a sensação de que tinha alguém ali continuava firme, como se o ar tivesse outra presença. — Tem alguém aí? — repeti, um pouco mais alto, tentando parecer mais corajosa do que eu me sentia. De novo, nada. Abri a porta devagar, o rangido do trinco pareceu ecoar por todo o quarto. Espiei pra fora, os olhos varrendo cada canto. O quarto tava meio escuro,

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