CAPÍTULO 149 VULCÃO NARRANDO: Desvirei do balcão da cozinha, já pronto pra subir, mas quando passei pela sala e vi a Renata de cabeça baixa, ainda catando caco de copo, alguma coisa queimou dentro de mim. Não dava mais pra ficar empurrando com a barriga. Parei bem na frente dela. Cruzei os braços e fiquei olhando, até ela sentir meu olhar pesado. — Renata… — falei firme, a voz meio rouca da ressaca ainda pesando. — Nós dois precisa trocar ideia de uma vez por todas. Não dá pra ficar nessa p***a, nesse clima estranho, como se nada tivesse rolado entre a gente. Ela parou de varrer devagar, mas não levantou a cabeça. Ficou muda, só respirando fundo. Aquele silêncio me deixou mais agoniado ainda. — Tá vendo? — continuei, dando um passo mais perto. — Eu aqui me rasgando, querendo fala

