CAPÍTULO 94 VALÉRIA NARRANDO Quatro dias se passaram desde aquela noite. Quatro dias que pareceram uma eternidade. Eu fiz de tudo pra me manter distante do Morte. Falo só o básico, respondo o que é necessário, mas sem deixar espaço pra mais nada. É como se eu tivesse erguido uma muralha entre a gente, e cada vez que ele tenta atravessar com um olhar ou um comentário, eu recuo. Não porque eu não queira. Caralhø, eu quero. A noite que a gente teve ainda tá grudada na minha pele, na minha boca, na minha memória. Eu fecho os olhos e lembro da forma como ele me olhou, do jeito que me tocou, da promessa que fez sem usar palavra nenhuma. Foi fodä, no sentido mais intenso da palavra. Mas foi errado. Errado de um jeito que pesa na consciência cada vez que eu penso no risco. O comando não perdo

