159- MORTE

1176 Words

CAPÍTULO 159 MORTE NARRANDO A manhã foi passando como se cada minuto quisesse me provar alguma coisa. Fiquei ali na sala, olhando a luz entrar pela janela e bater nas paredes — parecia que o morro inteiro me observava com paciência. Eu passei tudo o que tinha no celular para um pendrive. Não dava pra improvisar. Se eu fosse direto demais, podia abrir buraco pro próprio pé. Se eu enrolasse, o Cafu poderia mexer antes. Precisava de um plano — algo que obrigasse o comando a me ouvir sem suspeitar de mim. Peguei o rádio, chamei o menor que eu tinha plantado na bota do Cafu e confirmei: – Fica na cola dele. Hora que ele sair me avisa. – Ele tá no restaurante do morro patrão. Depois abri o notebook, organizei os papéis do dossiê de forma metódica: prontuários escaneados, comprovantes de

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