CAPÍTULO 86 VULCÃO NARRANDO: Mano… a noite no hospital parece que dura uma eternidade. Cê cochila, abre o olho, pensa que já clareou e quando olha pro relógio não passou nem uma hora. Pra piorar, toda hora vinha uma enfermeira do c*****o abrir a porta, medir pressão, olhar máquina, anotar coisa. Eu já tava ficando doido. O peito latejava, parecia que tinha um ferro atravessado, mas pelo menos eu conseguia respirar sem tanta dificuldade. Era sinal que o bagulho tava cicatrizando. De manhã, o médico apareceu. Veio todo sério, jaleco branquinho, mão fria. Começou a mexer no curativo, olhar a cicatriz, cutucar aqui e ali. — Tá melhorando — ele falou. Eu soltei logo: — Então já me libera, doutor. Não aguento mais ficar preso nessa p***a. Ele balançou a cabeça, sério. — Ainda não é a ho

