CAPÍTULO 41 VALÉRIA NARRANDO Os dias foram passando tão rápido que, quando percebi, já tinha se passado uma semana desde tudo aquilo. A rotina foi voltando aos poucos, mas, por dentro, nada parecia igual. De manhã cedo, a gente acordava, tomava aquele café corrido e já partia pro trampo. O cheiro de café fresco na cozinha era quase o único sinal de que o dia tava começando. Colocava uma roupa confortável, e descia pronta pra mais um dia na batalha. A correria não dava espaço pra pensar muito. O Morte sempre tava comigo, firme, do meu lado. A gente trampava junto, virava e mexia um olhava pro outro sem falar nada, mas no fundo entendia tudo. Não precisava de palavra pra saber quando um tava cansado, com fome, ou só de saco cheio. Teve dia que a gente nem saiu pra comer, pediu marmita ali

