CAPÍTULO 90 VALÉRIA NARRANDO Antes que eu pudesse respirar, ele me puxou com força e me jogou de costas na cama. Meu corpo afundou no colchão, e no segundo seguinte a boca dele já tava na minha, me devorando num beijo urgente, cheio de fome. As mãos do Morte passeavam pelo meu corpo como se quisessem decorar cada curva, cada pedaço de mim. Ele me segurava firme, me prendendo ali embaixo dele, e mesmo que eu quisesse fugir — o que eu não queria — não teria como. O peso dele sobre mim era quente, intenso, como se o mundo inteiro tivesse se resumido ao quarto, àquele instante. Eu gemia contra a boca dele, sentindo o gosto da minha própria ousadia misturado com o sabor dele. Era errado, era proibido, mas nunca nada tinha parecido tão certo. — Tu não tem noção do quanto eu te quis, Valéria

