CAPÍTULO 115 RENATA NARRANDO: Coloquei os comprimidos na palma da mão dele e estendi a garrafa. Vulcão pegou devagar, mas antes de tomar, os olhos dele se prenderam nos meus. Eu quis desviar, mas não consegui. Era como se tivesse alguma força invisível me segurando ali. Ele tomou os remédios sem pressa, depois soltou um suspiro pesado. — Valeu, Renata… cê cuida de mim direitinho, até mais do que eu mereço. Não aguentei e dei um sorrisinho tímido. — Não fala besteira, Vulcão. É só o que precisa ser feito. Ele esticou a mão, pegou a minha sem aviso. O toque quente dele fez meu corpo inteiro arrepiar. Eu devia soltar, devia… mas não consegui. — Sabe qual é o problema? — ele falou baixo, quase num sussurro. — O problema é que eu não consigo olhar pra você e pensar que é só cuidado. Me

