A minha vida se tornou um inferno desde que o Leonardo decidiu se envolver nas drogas. Me sinto uma pessoa destruída por dentro, alguém que não tem saída quando o assunto é o asqueroso do Esquerdo e tudo o que ele deseja destruir na minha vida.
O pior é ver que o Leo nardo voltou depois de 3 dias e está agindo como se nada tivesse acontecido enquanto eu estou aqui completamente ferrada com toda essa guerra.
A minha doente, ele fingindo que éramos uma família perfeita quando não éramos, sentado na mesa comendo da comida que eu tanto me esforço para colocar na mesa, mas não existia sangue de barata, eu não conseguia mais fingir aquilo.
— Voltou depois que eu paguei a sua dívida? — perguntei tremendo de raiva.
— Minha dívida? Não ver o obvio ou Liana? O Esquerdo já falou comigo, ele quer você e eu não posso fazer nada. Para de resistir e se entrega a essa merda de uma vez por todas — pediu.
— Acha mesmo que eu sou uma v***a? Eu prefiro a morte do que sofrer o pão que o d***o amaçou na mão daquele homem louco. Uma hora o Terror vai descobrir o que ele esta tentando fazer e você sabe que o final dele será a morte, mas esse não será o meu final. Eu não pretendo ficar perto dele — confessei me tremendo.
— Você que sabe, se não quer aproveitar as oportunidades que a vida te dar o problema é seu — ele se levantou dando-me as costas aquilo era horrível.
Ele não se arrependia de nada e acreditava que estava certo em me vender aquele homem asqueroso, mas eu não pretendia continuar com essa loucura, não iria mesmo.
— Filha se acalma, não fica nervosa desse jeito. O pior já passou — ela me abraçou apertado.
— Tudo bem, eu estou nervosa demais. Vou trabalhar, tenho uma faxina hoje, vou tentar chegar cedo — sussurrei beijando sua testa.
Apresada para sair de casa, não queria chegar atrasada, distrai-me procurando o celular tocando na bolsa quando me trombei com uma parede de músculos a minha frente.
— Olha por onde anda ou garota…
Levantei meu rosto, ele paralisou me fitando. Meu disparou de imediato, era ele… Era o Terror e eu não conseguir ficar imune, meu corpo reagiu, tremeu.
— Me… me perdoe, eu… eu…
— Para de gaguejar ou garota. Ninguém ta te ameaçando aqui, saia da minha frente — ordenou e eu engoli a seco.
Me levantei com tudo, tentei passar por ele que segurou meu braço, me forçando a parar e olhar nos seus olhos.
— Essa p***a de olhar inocente. Eu reconheço a quilômetros de distancia — ele disse segurando meu rosto me forçando a olhar para ele.
— Esta me confundindo com alguém, senhor? — perguntei tremendo, morrendo de medo de ser descoberta, seria o meu fim.
— Que p***a foi essa no seu rosto, você esta ferida — ele perguntou.
— Não foi nada, senhor! Por favor, eu estou atrasada para o meu trabalho — tentei justificar.
— Como é o seu nome, garota? — perguntou ainda curioso.
Seu olhar parecia daqueles que conseguia despir minha alma, era como se ele soubesse o meu segredo, como se eu não conseguisse esconder o que faço quando ninguém esta vendo, que a menina não é tão inocente quanto parece.
— Me chamo Liana, senhor — afirmei sem jeito.
— Olha por onde anda ou Liana. Da próxima vez, eu posso não ser tão paciente — disse me soltando.
Errando os passos eu corri para o mais longe que pude e só me senti aliviada quando conseguir chegar no ponto, já havia esquecido do meu telefone, mas ele continuou tocando, no visor o nome da Geovana, atendi imediatamente.
— Amiga, me perdoe a demora, mas…
— Liana, venha agora a boate, não é a Geovana, mas ela vai se complicar se você não vier — uma voz masculina me surpreendeu.
Ele não esperou uma resposta minha, desligou o telefone me deixando preocupada com aquela situação. Meu corpo tremeu na hora, havia prometido que nunca mais iria ali, mas diante daquilo, eu seria obrigada pelo visto.
Mesmo nervosa, eu corri com desespero, peguei um carro por app e seguir até a boate, assim que ceguei, lá estava Geovana, amarrada, machucada, não sabia o motivo, mas aquilo me assustou demais.
— Amiga, o que ta acontecendo? — perguntei me aproximando.
— Me perdoa, eu não deveria ter te colocado nesse mundo, eu pensei que seria apenas uma noite, uma dança para te ajudar com dinheiro, mas pelo visto…
— Não fala sobre isso agora! Não precisa se esforçar e…
— Você não entende, ferrou! — ela tremeu.
Pensei em tirar a corda do seu punho, mas um homem marcado, com uma grande cicatriz apareceu, ele caminhou na minha direção.
— Entendo perfeitamente os motivos do Terror, ela é muito bonita, Geovana! Ela é perfeita pelo visto — ele segurou meu rosto.
— Do que você ta falando? — indaguei me tremendo.
— Você de hoje em diante trabalha para mim, isso vai garanti a Geovana viva. Entendeu? Se não vier ela morre. A escolha é sua — ele gargalhou.
— Por que eu preciso fazer isso? — indaguei me tremendo.
— Porque o Terror que você, ele paga muito bem e se eu contrariar a fúria dele virar sobre a minha boate, portanto, é minha responsabilidade coelhinha, manter a paz social. Vai aceitar ou eu vou precisar contar para sua mãe o seu segredo sujo, a forma como ganha dinheiro ou melhor a sua amiga vai perde a vida miserável dela — ele disse gargalhando.
Sem forças, eu cair no chão em posição fetal, abraçando as minhas pernas, eu pensei que não poderia pior, mas pelo visto piorou, não é somente o Esquerdo, agora tem o Terror e a boate. Tem o meu segredo que não pode ser descoberto, isso mataria a minha mãe de desgosto e era tudo o que eu não queria.
— Lia, eu me sinto culpada, eu destruir sua vida, fui uma péssima amiga, me perdoe por isso — ela implorou tremendo machucada.
— Não é sua culpa, pelo visto eu sou muito azarada mesmo. De um lado aquele monstro e de outro o rei do inferno, o que eu posso fazer? Me render Geovana, eu vou me render — sussurrei e ela deixou lagrimas molharem seu rosto.
— Amiga…
— Tudo bem, não fica assim — sorri para ela. Enxuguei as minhas lagrimas e me levantei tentando parecer forte. — O que eu preciso fazer?
— Boa menina, você precisa nesse momento entender que o Terror comprou você, não vai dançar para ninguém, somente para ele e se ele quiser sexo, não pode negar, qualquer passo em falso custara a sua vida. Entendeu? — ele segurou meu rosto com força.
— Eu… eu não posso me deitar com ele — disse e ele me empurrou com raiva.
— Que p***a é essa? — grunhiu.
— Eu nunca fiz isso na minha vida e…
— p**a que pariu, Geovana? Que f***r essa p***a? Trazer uma virgem para uma casa de stripper? — ele perguntou. — Não importa o que você é, vai fazer o que ele quiser, entendeu? Se não fizer sua amiga e toda a sua família sofre a p***a da consequência — ele me soltou.
Virou-se para sair me deixando completamente sozinha com a Geovana que ainda chorava muito. Eu me aproximei tirando as cordas que a amarravam.
— Me perdoe, não queria que fosse assim — ela sussurrou.
— Tudo bem, eu que entrei nessa, você não me obrigou, esse problema é meu — tentei ser calma.
Estava em pânico, meu coração estava acelerado, não sabia como iria fazer, mas na minha frente tinha dois homens horríveis e os dois queriam me possuir, um sabia quem eu era e o outro queria a coelhinha, uma incógnita, uma pessoa que usa mascara e não pode dizer para ninguém quem realmente é.