~~CAPÍTULO 19~~
NARA
Sua ameaça não me preocupava. Ele podia tentar me causar algum dano, eu o enfrentaria. Não era porque eu não tinha armas, que não era capaz de dar um soco. Crescer em certos bairros me deu nervos de aço. Era difícil me intimidar. Muito difícil.
Ele voltou para a casa na mesma hora de costume e foi para seu quarto tomar um banho e trocar de roupa. Ele não foi até o meu quarto para dizer oi. Sem me dizer uma palavra, eu sabia que ele esperava que eu descesse para jantar vestida com algo lindo.
Se não obedecesse, teríamos uma briga, e eu preferia poupar minha energia para tudo o que ele tinha planejado para mim. Quando se tratava do Ken, eu deveria escolher as minhas batalhas.
Talvez eu fosse uma adversaria altura, mas ele não ficava abaixo.
Sentei na frente dele na mesa de jantar, vestida com o que eu achei no armário. A maioria do meu guarda-roupa consistia em vestidos. Ken preferia classe, uma mulher vestida com elegância, mostrando os ombros e as pernas.
Ele tomou um gole de vinho e então começou a comer. Não conversou comigo. Nenhuma menção do que tinha acontecido na noite anterior. Às vezes, estava de bom humor e comunicativo e outras vezes não. Seus estados de humor eram imprevisíveis. Ser sua prisioneira por mais de um mês não foi tempo suficiente para desvendar suas rotinas.
―Bom, quando você irá me castigar?
―Provavelmente eu não deveria provocar, mas não podia evitar. Eu gostava de colocar obstáculos, lembrá-lo que não podia me dominar tão facilmente.
― Assim que terminarmos de jantar.
Ken continuou comendo com seus modos impecáveis. Seus movimentos elegantes contradiziam a escuridão dos seus olhos. Ele era um cavalheiro, mas ao mesmo tempo, era o próprio d***o.
― E exatamente o que pretende fazer comigo?
―Você pode esperar até depois do jantar.
Ele sempre tinha que dominar a conversa. Fazia movimentos sutis para me rebaixar e ele ficar por cima. Continuei provocando.
―Não, não posso.
―Não quero que você perda o apetite.
―Nunca tenho apetite quando eu tenho que olhar para você.
Lhe dei um olhar frio, eu o odiava e o adorava ao mesmo tempo. Eu gostava quando ele me beijava e me fodia com tanta paixão. Nenhum homem nunca me pegou assim, como se precisasse me ter imediatamente naquele exato momento.
Era o tipo de atração que eu só tinha ouvido falar. Mas também o desprezava por me manter prisioneira. Ele me tratava como um peão em um jogo, como um brinquedo que ele gostava de jogar.
Minhas palavras não o alteraram. Ele parecia não se importar.
― A única coisa que eu preciso fazer é enfiar meus dois dedos. Então veremos como está seu apetite.
Ele manteve seus olhos nos meus com um olhar frio.
Minhas coxas apertaram automaticamente, sabendo que ele estava certo. Meu corpo ficaria perigosamente desidratado porque toda vez que ele estava diante de mim, eu ficava encharcada.
Ficamos em um silêncio desconfortável até o jantar terminar. Esperava que ele me contasse seus planos para a noite, mas ele não o fez. Bebeu um copo de vinho, igual a todas as noites quando ia jantar. Ken jogou fora o resto, nunca guardava uma garrafa que já havia sido aberta.
― Já terminei.
Deixei o guardanapo na mesa e me levantei.
―Sente.
Sua ordem saiu do fundo da garganta. Ele nunca elevava a voz, mas soava poderoso de qualquer jeito.
Eu não queria obedecer. Queria ficar ali de pé, lhe desafiando. Mas eu também queria saber quais eram os seus planos para mim. A garrafa de vinho estava em cima da mesa, eu poderia jogá-la na sua cabeça. Voltei a sentar na cadeira.
―Suas ações me afetaram muito.
Ken estava sentado em sua cadeira como se fosse um rei e eu uma súdita prestes a ser executada.
― Nunca senti tanto t***o em toda minha vida.
Essa última parte me confundiu.
―Mas você deve ser punida por suas ações. Então eu vou te amarrar, vou te bater com o meu cinto e depois vou te f***r. Este é um castigo digno de seu comportamento, Nara.
― Você acha que que eu faria isso em troca de uma saída?
―Sim, será em troca de uma saída.
Ele manteve o olhar, me informando que se eu o desafiasse não iria me ajudar naquela situação. Ele iria conseguir o que queria, sem se importar se eu colocasse resistência.
―Não.
Eu não permitiria que ele me movesse como uma boneca de pano. Aquilo não era novidade para mim.
— Sim.
Suas ações são indefensáveis.
―Talvez eu não estivesse tentando te matar se você não tivesse tentado me asfixiar à noite.
―E talvez, eu não tivesse feito isso se você simplesmente admitisse que é minha.
Eu cruzei meus braços sobre o peito.
―Prefiro morrer antes que isso aconteça.
―Então eu te matarei e depois trarei você de volta à vida.
Aquilo não era uma ameaça vazia. Ken me olhava como se levasse cada palavra a sério.
Às vezes eu esquecia que ele era um verdadeiro psicopata. Não do tipo demente. Mas também não menos instável mentalmente.
―Não vou deixar você me dar uma surra. Que fique claro para você.
―Não vou te dar uma surra.
―Foi o que você disse.
― Eu falei que vou bater em você. Vai doer um pouco, mas te dará tanto prazer que você não vai nem notar.
―Já me bateram com um cinto. Não proporciona nenhum prazer. Talvez você devesse me deixar bater em você, vamos ver se você gosta.
Ele não respondeu ao sarcasmo.
― Você vai gostar.
― Já disse que não.
―Comigo você vai gostar, eu prometo.
―Não.
Ele se inclinou sobre a mesa, com os cotovelos repousando sobre a superfície.
―Nara.
Olhei para ele sem pestanejar.
―Ken.
Ele odiava que eu o desafiasse, mas, ao mesmo tempo adorava. Era óbvio que pela intensidade do seu olhar. Seus braços tremiam de frustração.
Ele levantou dois dedos.
―Uma saída, compras e cartão de credito.
Levantei uma sobrancelha.
― O que isso quer dizer?
— Que pode fazer compras sem limites.
Eu não tinha me dado conta que o custo das minhas ações seria negociável.
― Cartão de credito ilimitado, e um curso para Mahina .
Ele ficou me olhando, com um olhar calculista.
Eu não iria passar por aquilo sem uma recompensa que valesse a pena. O que estou pedindo para uma sessão era algo razoável.
― Sem curso para Mahina.
— Se eu fosse você, pensaria ao contrário.
―Não vou te machucar, Nara.
— Muito fácil para você dizer isso.
Eu não tinha a intenção de ceder. Eu valia mais do que estou pedindo por direito.
Ken apertou a mandíbula enquanto ele considerava a oferta. Seu p*u estava duro como uma pedra dentro da calça, só de imaginar a violência que iria me causar. Ele não queria desperdiçar tempo naquela discussão. Queria ir direto para a parte boa.
Ele agarrou a borda da mesa antes de ceder.
―Certo.
Ken me empurrou em cima da cama e amarrou meus tornozelos com uma fita de renda amarela que ele tirou do bolso. Eu estava nua e de bruços. Ele juntou meus pulsos e os amarrou junto as minhas costas, para evitar que eu me mexesse.
Ele subiu em cima de mim e tirou meu o cabelo da nuca. Beijou suavemente meu pescoço, seguindo a minha coluna, até chegar na minha b***a. Seus lábios encontraram minha a******a e ele me beijou levemente, fazendo-me arquear para trás de prazer.
Eu esqueci que estava amarrada como um boi, e me limitei a desfrutar. Ele era um Deus com a língua e sabia como me reanimar. Ele introduziu a língua na minha a******a e depois esfregou meu c******s vigorosamente.
Meu ódio por ele desapareceu, foi substituído pelo fogo do desejo no meu abdômen. No auge da paixão, existia apenas nós dois. Não havia dúvida, nem mudança de opinião. Estávamos juntos, e naquele momento, sempre estaríamos juntos.
Ele subiu nas minhas costas, encostando seu peito em mim. Beijou os meus ombros, antes de virar o meu rosto em direção a ele e beijar minha boca. Eu pude sentir o meu sabor, e aquilo me fez ficar ainda mais excitada.
Ele manteve sua boca contra a minha, mas parou de me beijar.
― Sua palavra de segurança é renda.
A palavra de segurança me assustou, porque desta vez seria necessário. Mas também me fez queimar com mais intensidade, por ter uma opção.
A única coisa que eu precisava fazer era dizer a palavra e ele pararia na hora.
―Repita.
―Renda.
Ele se levantou e agarrou o cinto preto em cima da mesa. Ele usava apenas boxer pretas, expondo suas coxas musculosas, grossas e fortes. Seu estômago era forte e definido, eu podia ver sua barriga definida mesmo no escuro. Seu peito se expandia com cada respiração excitada.
A escuridão tinha se estabelecido em seus olhos.
―Você tentou me matar na minha própria cama.
Ele levantou o cinto.
Eu fechei meus olhos e me preparei para o golpe. Já haviam me batido antes com um cinto e embora não fosse uma dor agonizante, era óbvio que doía.
Mas a antecipação da dor era pior do que a própria dor.
Ele bateu o cinto contra a minha b***a do lado esquerdo, causando um baque assim que o cinto tocou minha pele.
Soltei um grito involuntário.
Ele respirou profundamente, como se tivesse gostado da minha reação.
―Você merece ser punida pelo que fez.
Ele me bateu outra vez com o com o cinto, do lado direito da minha b***a.
Eu apertei o maxilar e tentei não fazer qualquer som. Eu já tinha deixado escapar um grito e estava envergonhada.
Ele voltou a me bater com o cinto.
Meu corpo se contraía com o impacto. A minha pele queimava e eu podia sentir como ficava vermelha. Em vez de ficar seca, a minha b****a ficava ainda mais molhada. Para meu espanto, eu estava realmente gostando. Gostava muito do ardor do couro contra minha pele.
Doía, mas era agradável ao mesmo tempo.
Ele voltou a me bater.
— Se você tentar me matar outra vez, verá o que vai te acontecer.
Me bateu três vezes seguidas, batendo no mesmo lugar com agressividade.
As lágrimas queimavam nos meus olhos, mas não as deixei cair. O que não pude evitar eram os gritos que estavam tentando sair da minha garganta.
―Para. Por favor.
Minha b***a inteira doía, eu sabia que não seria capaz de sentar por semanas.
― Você quer que eu pare?
Ken voltou a bater na minha b***a
― Vou parar quando você aprender a lição.
As lágrimas inundaram meus olhos até emergir à superfície. Caíam pelo meu rosto e meu nariz estava escorrendo. Meu corpo reagia, sentindo dor, mas minha b****a se contraía de desejo. A dor me fazia sentir prazer.
Eu estava doente.
Ele jogou o cinto no chão e rasgou a fita dos meus tornozelos com um único puxão. Me colocou de costas, com as mãos debaixo do meu corpo. O fogo nos olhos dele havia se tornado um Inferno em chamas. Queimando tudo em seu caminho. Ele me desejava. Ele separou as minhas pernas e se inclinou sobre mim, enfiando de uma vez seu p*u duro como uma pedra.
Ele contemplava as lagrimas que caíam pelo meu rosto, seu p*u estava mais grosso e mais duro do que nunca. A visão das minhas lágrimas o deixou mais e******o ainda. Minha dor era sua fantasia.
Ele enterrou seu p*u dentro de mim, sem preâmbulos e escorregou pela umidade que estava entre as minhas pernas. Ele gemia enquanto me fodia, com as bolas batendo na minha b***a enquanto saltava com violência.