convite para jantar

1633 Words
~~CAPÍTULO 34~~ NARA Ele parou imediatamente e se retirou do meu interior. Soltou-me as mãos e se afastou. Olhou-me com a mesma raiva que antes, mas deixou as mãos quietas. Eu me cobri com a colcha e desviei o olhar. Seus olhos me aterrorizavam demais para continuar olhando. ― Ken, me ajude a entender tudo isso. Por que você está aqui? Aquilo não tinha sentido. Era ele quem havia me deixado ir, para começar. Quando lhe disse que o amo, foi ele quem não me correspondeu. Sentou-se na beira da cama e encostou os cotovelos nos joelhos. ― Eu já te disse. — Ambos sabemos que não te devo nada. ― Muito ao contrário. ― Você não pareceu se importar muito com isso nos últimos dois meses. ― Sempre me importei. Olhou para o chão, com os ombros tensos. Sabia que não me forçaria, nem tampouco me faria m*l. Então não tinha nada com que me ameaçar. ― Mas o que você está fazendo, Ken? Você não pode ter tudo. Não pode esquecer de mim durante dois meses e f***r uma série interminável de belas mulheres, para depois dar um ataque se eu seguir em frente. Isso é muito imaturo, até para você. ― Não fodi ninguém. ― Como se eu acreditasse nisso. ― Acredite no que quiser, mas quando eu menti para você? Não mentimos um para o outro, lembra? Mesmo depois de todo esse tempo, eu ainda confiava em sua palavra. Aquilo não me fazia sentir melhor, só muito confusa. Eu não deveria me importar se ele havia ou não dormido com alguém. Ele levantou-se da cama e vestiu as calças. Depois saiu do quarto. KEN Não tinha lidado muito bem com aquela situação. Todo pensamento racional tinha abandonado minha mente e tinha me transformado em um psicopata. Vi tudo vermelho e a adrenalina saturava-me o sangue até alcançar níveis perigosos. Minhas mãos não paravam de tremer e se fechavam em punhos continuamente. Não devia tê-la emboscado daquela maneira, mas uma vez mais, não estava pensando com clareza. Tudo o que sabia era que tinha que pôr fim à sua vida de solteira. Tinha que parar aquilo antes que ela conheça alguém. Porque se isso acontecesse, seria tarde demais para mim. Estava no estacionamento da escola da Mahina, segundo seu horário escolar, suas aulas terminam por volta das 1H da tarde. Bingo. Ela está em cima de uma Ferrari rosa, sua boca está toda pintada de batom vermelho enquanto sua mão segura um saquinho de chips, ela espalha seu sorriso com aquelas garotas. Bom, pelo menos não são garotos. Abro a porta do carro e saio, eu não precisava estragar sua diversão, apenas precisava permanecer aqui até que ela me notasse. Quando o fez, ela desceu do carro e entregou aquele saquinho a garota vestida de tudo rosa, murmurou algumas palavras depois veio ao meu encontro. — Irmão, a que devo essa fabulosa visita? Não respondi ao seu sarcasmo desrespeitoso e fiz uma pergunta. — Quem elas são? — Minhas colegas de turma, suas famílias possuem nome e poder, elas são legais. Ela disse sorrindo tranquila. — Preciso da sua ajuda. — Bom, preciso que autorize-me a passar o final de semana no acampamento com os meus colegas. Mulheres, elas sempre querem algo em troca. — Pensei que gostasse da Nara. — Eu gosto, mas, você vai estragar tudo, estou apenas dificultando o trabalho para fazeres valer a pena. Ela sorriu enquanto acenava para suas amigas. — Ainda sou seu irmão mais velho, princesa. — Nunca deixará de ser, irmão. Ela segurou meu braço e virou para olhar suas amigas que chegava. — Meninas, este é meu irmão Ken, Irmão, elas são Marcela, Milyaira e Jen. — Eu já ouvir falar de você, rumores. A garota vestida de rosa murmurou. — Meu irmão é o homem mais importante desta cidade, ele veio para nos convidar ajuda-lo a escolher um presente. — Claro, estamos com tempo livre. Mahina abriu a porta do carro e entrou, aquelas 3 garotas fizeram seus caminhos até seus carros. — Eu não sou babá. Comentei depois de entrar no carro. — Ficar nervoso não vai mudar isso, precisa da minha ajuda ou não? — Continuo não sendo babá. — Relaxa, você só vai gastar um pouco. Dinheiro não é problema, cuidar de adolescentes é, não demorou muito para chegarmos no nosso destino, uma joialaria, local onde Nara trabalha. Quando coloquei um pé dentro do edifício, ela estava vestindo um vestido vermelho formal, sapatos altos pretos e cabelos presos. Sua beleza é complementada com acessórios em brincos de diamantes e um colar de outro. — Tia Nara. — Oi meninas, o que estão faze... Ela perdeu a fala quando me viu, ela não está feliz por me ter por perto. — Viemos gastar. Minha irmã exibiu seu sorriso dócil enquanto olhava para Nara. — Me ajude a escolher uma joia. — Feminina ou masculina? — Feminina. Ela estava com raiva, mas não podia manifestar sua raiva em frente dos clientes, em passos lentos, segui-a para as vitrinas onde possui joias femininas. Meus olhos viram um colar, banhado de ouro e diamantes, possui detalhes deslumbrantes. — Peço aquele colar. — Vale uns 200 mil dólares. Nara comentou. — Eu quero-a mesmo assim. — Aguarde por favor. Ela disse dando uma volta para alcança-la, sob as minhas mãos eu observei-a detalhamente, ela é perfeita. — Eu vou levar. Quando ela levou a joia de volta percebi que ela não estava com seu anel de compromisso. — Por que está sem aliança de casamento? Eu questionei. — Estamos separados. — Nara. Silabei irritado. — Boa tarde senhores, querida, não é permitido i********e com os clientes. Querida? Olhei para Nara depois para aquele sujeito, eu vou quebrar a cara dele. — Eu sou o marido e você? — Marido? — Irmão? Vem, escolhi uma joia maravilhosa. — Agora não Mahina. — Agora, Irmão. Levei minhas mãos para os bolsos das minhas calças, mas, antes, dei uma pequena olhada para ela, depois segui os passos da minha irmã. — Ia cometer uma besteira. Ela retirou o relógio do meu pulso e colocou outro da sua preferência. — Você não me informou que ela estava namorando. — Ela não está, ficou perfeito em você. Mahina brincou com meu pulso enquanto tentava me acalmar, meu rosto estava presa nela, completamente presa nela, aquele maldito gerente. — Vamos embora antes que eu mude de ideia. Meu tom era aterrorizante, ela pegou as coisas que escolheu e fomos pagar. — Foi óptimo receber vossa visita. — Foi bom vê-la, nós precisamos ir. Estava em seu apartamento quando ela voltou do trabalho. Era evidente que estava me esperando, porque não reagiu ao me ver sentado no sofá. Deixou a mochila no balcão e tirou uma garrafa de água da geladeira. ― Como foi no seu trabalho? Observei-a, de pé ao lado do balcão, vestindo o mesmo vestido do seu trabalho, que se ajustava ao peito e destacava a profunda curva da cintura, pronunciando ainda mais seus quadris. Estava ainda em melhor forma do que recordava. ― Bem. E você como se saiu sentado no meu apartamento? Eu adorava quando ela se fazia de espertinha. Era estranhamente divertido. ― Bem. Eu dei uma olhada na sua gaveta de calcinhas. Bela seleção. Ela revirou os olhos. ― Espero que isso não seja verdade. Ou te darei uma surra. ― Eu gostaria de vê-la tentar. Quando ela tinha resistido a mim no dia anterior, eu tinha ficado como um louco. Queria imobilizá-la contra aquele colchão e fodê-la até que gritasse. Nunca estive tanto tempo sem t*****r. A abstinência estava me matando. Quando os meus dedos perceberam como estava molhada, quase ignorei a palavra de segurança e comi ela ali mesmo. Pelo menos ainda me desejava. ― Por que veio? Deixou a garrafa sobre a bancada e entrou na sala de estar. ― Por que não bate na porta, como todo mundo faz? ― Já sabe para que estou aqui. Ignorei sua segunda pergunta. — O que você tem com aquele i****a? Ela cruzou os braços, fazendo seu decote mais pronunciado. Se não tivesse cuidado, eu a dobraria sobre o sofá e a foderia com vontade. ― Não me faça repetir as coisas. Me levantei, mas não me aproximei dela. Desta vez lhe daria espaço. No dia anterior eu tinha os sentimentos à flor da pele e fui incapaz de conter minha raiva. ― Nada, ele é meu chefe. — Eu vou matar ele. — Faça o que desejar ― Deveria saber que não seria fácil. Acha que estou blefando. ― Sim. ― Não estou. Era uma pena que não acreditasse em mim. ― Farei com que pareça um acidente. Um escorregão no piso e um golpe na cabeça contra o chuveiro. E quando você superar isso e começar a sair com outro cara, farei o mesmo. Quando percebeu a sinceridade de minha voz, seu fogo se apagou. A força que percorria constantemente suas veias se reduziu a um estrondo. ― Então, nunca poderei seguir com a minha vida, porque você vai matar todos os caras que eu gostar? ― Exatamente o que eu disse. ― Você é desprezível, sabia disso? ― Sim, eu sei disso. Ela sacudiu a cabeça e se afastou, alterada. ― Você está brincando comigo? Tem ideia da loucura que parece? ― Eu disse que não sou um cara legal. Não sei por que você está tão surpresa. ― Você é melhor do que isto. ― Na verdade, não sou. Ela soltou um grunhido de frustração entre os dentes. — O que veio fazer aqui? — Volte para casa comigo. — Não. — Não? Porra, aquilo doía. ― Ken, não funciona assim. — Como funciona, estou disposto a tentar. — Não vai dar certo, Ken. — Jante comigo.
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