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577 Words
Alex Olho para a tela, m*l conseguindo acreditar no que estou vendo. Eu realmente digitei isso? FIM Em todos os anos em que estive escrevendo – o que é muito, considerando que meu projeto atual não é o primeiro livro que tentei escrever – nunca escrevi essa palavra. Eu nunca terminei um livro. Mas acabei de terminar este. Eu corro a mão pelo meu cabelo despenteado e pisco para a tela algumas vezes. Meus olhos estão secos e minha barba por fazer está enorme. Isso não é surpresa, considerando que são três da manhã e passei as últimas duas semanas em uma névoa criativa. Eu até tirei férias quando percebi que tinha que escrever essa história. Eu tenho escrito de manhã até a noite, durante dias a fio. Nunca fui apanhado em um livro antes, nunca tive a experiência de ter minhas mãos voando pelo teclado por horas. Normalmente, a escrita é lenta e metódica para mim. Eu considero minha escolha de palavras, consulto as minhas anotações, tomo meu tempo. Este livro foi uma experiência completamente diferente. Depois que comecei, fui consumido por ele e não consegui parar. Não sei ao certo o que diz sobre mim o fato de este livro ser um romance completo. O que Kendra me disse no almoço daquele dia ficou preso no meu cérebro como um prego. Comecei a pensar em escrever de uma forma diferente. E se ela estivesse certa? E se eu tivesse uma habilidade que pudesse usar para ganhar a vida? Então, entrei no modo pesquisa, pois é assim que faço tudo. Pesquisei sobre publicação, venda de livros, marketing, a coisa toda. Aprendi que uma grande parte do mercado de livros é dominada pelo romance, especialmente o mercado de e-books. De repente, a sugestão da Kendra de que eu escrevesse um romance não parecia tão louca. Na verdade, parecia uma ótima ideia. Se eu pudesse escrever um romance decente. E isso era um muito grande se. O problema é que os romances operam sob uma regra muito específica: eles terminam com um felizes para sempre. E, no que me diz respeito, é uma fantasia. Felizes para sempre são tão raros na vida real que podem ser considerados unicórnios. Mas, a ideia ainda era intrigante, então comecei a ler alguns romances populares. E quando estava na metade do quinto – em cinco dias, não menos –, me ocorreu: eu entendia dessas histórias. Elas são uma fantasia. Esse é o principal ponto. Percebi que podia ver os padrões subjacentes, como linhas de código de computador, e fazia todo o sentido para mim. O que há nesses livros não precisa existir no mundo real. É a fantasia que esses leitores procuram. Foi uma compreensão surpreendente, que os romances eram algo que eu entendia tanto quanto os programas de computador que passei anos escrevendo. Com todo esse material ainda zumbindo em minha mente, decidi jogar a cautela ao vento e ver se poderia escrever o meu. Passei um dia tomando notas, criando personagens e um enredo. Peguei o que sabia sobre os livros que li – o que os faziam funcionar – e esbocei um rascunho. Eu me assegurei de que atingisse os mesmos pontos que os leitores pareciam amar. Então, em uma névoa de duas semanas de cafeína, eu escrevi. Olho para aquela pequena palavra de novo, em seguida, clico em salvar, faço backup do arquivo e desligo meu laptop, imaginando o que diabos estou fazendo com a minha vida.
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