CAPÍTULO 7 - VINI

1351 Words
Detesto não saber por onde ir, por isso gosto de mapas, de escolher pra onde e como vou. _________ Eu estava tomando sol. Havia saído da toca e finalmente eu pisava no gramado da forma mais decente que tinha. Scobar estava a metros de mim, lendo um livro e me implicando de longe, eu tinha certeza que era isso que ele fazia. A noite passada havia conhecido mais a doce Mad, ela era peculiar, agitada, um tanto observadora e até esperta, além de ficar sexy focada em livros no meio de uma biblioteca a noite. De verdade. Linda mesma. Também havia um jeito de agir diferente, até inovador e peculiar, mas gostoso de conviver e conhecer. A estadia no convento estava um saco e eu quase estava começando mesmo a escrever um livro. O título seria: minha história, eu que escrevi. Certo. Eu também começava a sentir falta de sair, ver gente sem hábito ou nada daquilo, num ambiente que eu me sentiria mais pessoa normal e não um religioso. Nada contra. Mas pra estava sufocante. Eu tinha uma babá no meu pé,, uma que só faltava dormir na minha cama, junto comigo, apenas pra mim vigiar, mas isso iria mudar. Veja o meu passe livre entrando pelo portão, eu já disse que o jardim estava ótimo? Agora com Mad, ele acaba de melhorar mil vezes mais. A intenção aqui é chamá-la pra sair. Eu acho que ela não iria negar, quem negaria alguma coisa para um padre? Não, não podia. Deus fala pra ajudar o próximo ou algo assim, não é? Então, eu sou uma figura bonita, acho que ela sentia curiosa em alguns aspectos, até mesmo no tamanho que tenho. Acho que a academia em Nova York havia surtido efeito, para mim era pelo estresse no escritório, ajudava a manter a forma. Eu fico de pé e me movo até a garota, os cabelos estão preso e mais uma vez ela está de branco, com aquela calça que marca tão bem a silhueta dela. Iria chamá-la para sair. Era isso. Não tinha caminho de volta. Ela ergue os belos olhos assim que me vê, abrindo um sorriso gentil e cordial. O tipo que mostra que posso fazer um mapa completo pra chegar nela. No colégio e até depois dele, eu sempre fui bom com as garotas, o dinheiro ajuda muito, mas a forma que você lida com elas que faz você ser diferente, pode até ser o mais galinha e menos responsável, mas se você tratar uma garota bem e dá forma que ela te veja com novos olhos e um olhar que daria tudo por você, bem, isso é muito importante. Mais vale um safado verdadeiro do que um príncipe de mentira. - Senhor Vini, o senhor no jardim, decidiu sair do quarto e cinehcer esse ar limpo? Bem, na verdade não, mas pra não falar que não, balanço a cabeça de leve. - Eu estava um pouco sem imaginação, precisava de ar pra poder refletir melhor. - Como vai o livro? - Livro?! - Por um segundo me perco, tenho que me segurar pra não falar nada. - Oh, claro, sim, o livro vai bem, um pouco demorado, mas indo bem. - Se o senhor precisar de uma beta, estarei aqui, adoro ler coisas diferentes. Arquei uma sombracelha. - Você gosta de ler? - Bem, aqui não tinha bem uma TV que passava desenho, com dez anos eu já linha muito bem pra minha idade - Mad era uma menina simples, simples e calma, do tipo que sempre está tranquila e tem uma coisa boa para transmitir. Poderia ser porque ela não estava contaminada com o lado r**m do mundo. Devia ser também porque estava perto de Deus, pessoas assim devem ter algum tipo de proteção divina, ainda mais morando em um convento desde bebê. - Irei pensar nisso - Olho para o relógio. - Sei que está muito encima da hora, mas gostaria de pedir a senhorita pra me levar pra conhecer a cidade, acho que vai ser bom sair daqui um pouco. - As meninas não quiseram se oferecer? - Sim, mas eu quero ter uma visão mais jovem dos dias de hoje - Minto, contando a maior patota na existente. - Um pouco da tese precisa disso. - Você é daqueles que falam que o mundo está perdido, padre? - Ela solta uma risadinha. - Nada contra, já veio alguns assim. Veja, Del Rey não tem muita coisa, tem bastante comércio no centro. - Gostaria de conhecer, se não for incomodar a senhorita. - Não, eu posso levar o senhor, só me de uma hora pra poder me arrumar e vamos. - Como foi seu plantão? - Ela me olha sem entender. - Bem, eu acho - Vejo quando Scobar se aproxima, eu quase taco um pedaço de pedra nele, para que ele se afaste e não estrague meus planos. Ele não iria. Eu não iria ficar com alguém no meu pé 24horas do meu dia, não fazia sentido mais. Aqui nem minha mãe era capaz de me sentir, estava longe demais pra alguém olhar e me cinehcer. - Que bom, nos vemos no portão daqui uma hora? - Claro senhor. - Te vejo lá então - Eu apenas me esquivo e me saio de perto da garota, nesse momento eu me afasto muito dela, eu sei que Scobar não vai até ela, perguntar o que estávamos falando, pelo contrário, ele bem até mim fazer isso, quando para na minha frente, me olha desconfiado. Ele sabia que havia gostado do que meus olhos viam naquela mulher. Mad era um bom número. Eu tinha tempo pra tentar as coisas. Ele só não podia atrapalhar. - O que estava falando com a garota? - Que garota? - Eu me sento no banco, dando um suspiro fundo. - Eles falam que convento é mau assombrado, vai ver era isso. - Pare com suas gracinhas Vini, avisei sobre as consequências, essa garota não tem nada com você e nem precisa prejudicá-la. - Eu não vou prejudicá-la. - Você é um padre, é tão aja como um, quer sair dessa ou não? Eu fico de pé, quase mando ele plantar babata ou bananeira, mas eu controlo. - Eu já sai daqui, então não precisa disso. - Não é o que parece, fique afastado daquela garota, ela não é pra você. - Não é pra mim? - A garota cresceu e viveu aqui, todos aqui gostam dela, algo me diz que você não liga pra isso e quer algo, algo que pode iludir ela é fazê-la se apaixonar por você. - Isso é bom, não é? - Você é um ferrado num programa de testemunha, se passando por um padre pra poder conseguir alguma coisa e tentar não ser achado e não tentarem te matar de novo, o que você acha? Pensando assim ele dificulta meu lado. - Simples - Suspiro fundo, faço uma pausa. - Basta ela não se apaixonar. - Você só pode ser um i****a. - Ei, você é meu guarda Costa, devia me respeitar mais. - Você devia ter mais senso de ridículo, aquela garota não é pra você, deixa a em paz. - Você já é casado, sabia? - Ele me olha, um olhar mortal que me faz rir, uma risada alta e que faz ele me empurrar. - Ei?! O que eu foi que eu fiz? - Muito maduro você. Ele sai, pisando duro, eu volto a me sentar, olho para o relógio e depois repito comigo mesmo. - Tenho uma hora de espera. Seria bom esperar ela, não era algo que faria diferença, contato que ela saia daqui comigo e eu comece a saber onde estou pisando e enfiando meu p*u. Esta ótimo. Simples assim. Bem, assim eu esperava. Simplicidade. Minha vida já estava complicada demais. Talvez deve-se seguir o conselho, mas eu era teimoso, cabeça dura, jm poço de ignorância quando se tratava de alguma coisa que eu queria e podia ter. Meus preceitos não se referia a roupa e o lugar que eu estava. Mas bem, o que eu podia fazer?
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