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Apenas Mais Um Clichê

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Blurb

Maior parte dos habitantes da pequena cidade denominada Saint Evans, tinham o conhecimento de que Evelyn Simpson, definitivamente, odeia clichês. E não sei, talvez, o fato de ela deixar isso claro sempre que uma cena de romance super previsível ocorre diante de seus olhos, tenha sido o principal influenciador disso.

Mas, sabe quando você não gosta de uma coisa e o universo, mesmo assim, insiste em enfiá-la em sua vida? Evelyn conhece muito bem esse sentimento.

E, sim, se o pensamento de que um clichê cruzou a vida dela em algum momento passou por sua mente, você está certo.

Evelyn não quer mais clichês na sua vida, ela só quer viver sem a previsibilidade que tais acontecimentos atraem.

Porém, temo que o destino não esteja tão interessado em escutar as advertências que a garota faz todo santo dia em seu travesseiro, antes de acabar dormindo com alguma baboseira na boca.

Tyler James é a prova disso. O típico garoto marrento, que anda na garupa de uma moto, estraga seus pulmões com cigarros e tem sempre uma patada na ponta da língua. O quão previsível isso pode ser? Qualquer um consegue adivinhar no que tudo isso vai dar, e Evelyn, mal encarou as orbes amendoadas do garoto que parece ter sido arrastado de um filme clichê pra vida, e logo percebeu que aquele, provavelmente, seria o seu novo desafio.

Mas, desta vez, ela estava decidida a não ceder. Não importava o que teria de fazer, mas os clichês não ganhariam de si novamente. Por isso, resolveu criar regras para evitar cair na órbita desastrosa proporcionada por eles.

Só que, de fato, ninguém disse que elas funcionariam, não é mesmo?

Era uma vez, uma garota que odiava clichês.

Era uma vez, um bad boy viciado em romances com finais felizes.

Era uma vez, uma velhinha armada em cupido.

Esse não é simplesmente apenas um clichê. É bem mais complexo que isso. Mas, não sou eu quem tem que determinar isso, então, deixo tudo nas suas mãos.

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Clichês
EU SOU UM CLICHÊ! Ninguém pode mudar isso, sendo que os meus próprios progenitores decidiram marcar esse negócio na minha testa com tinta rosa néon. Você sabe o quanto eu odeio clichês? A típica história da nerd e do popular, da princesa e do plebeu, do empresário e da secretária, porra, será que você tem noção do quanto eu detesto essa droga? . Clichês acabaram com a minha infância, fizeram eu pensar que minha vida seria o conto de fadas com direito a sapos que se tornam príncipes. E ninguém se atreveu a dizer pra mim que, na vida real, sapos eram sapos, criaturas gosmentas que, segundo a música ensinada aos mais novinhos no infantário, não lavam os próprios pés. Se tivessem me dito, eu obviamente não teria beijado tantos durante metade da minha infância, acreditando que algum deles viraria príncipe e me tornaria sua Tiana. Merda, como eu odeio clichês. Minha vida foi moldada por um e hoje eu sou criada em torno deles. Tenho mil e um motivos para odiá-los, sempre tive e só agora me apercebi de que estive praticando o acto errado por muito tempo. Quando devia odiar, eu amava eles. Amava a sensação gostosa de esperar que o meu príncipe viesse me resgatar no topo da minha torre de um andar. De passar o dia todo me machucando, ao pensar que em todas essas tentativas algum ser predestinado a mim, brotaria de Nárnia e se tornaria o futuro pai dos meus filhos. E, droga, como eu fui iludida. Iludida por acreditar que algum dia eu encontraria um clichê daqueles bem gostosos e gostaria de viver na órbita proporcionada por ele. Porque, sinceramente, eu e os clichês não combinamos. Somos opostos, que com certeza não se atraem. Meu corpo formiga, só de cogitar passar por essa experiência novamente. Se tornou uma necessidade, manter distância de tal coisa. Mas, isso não é ressentimento por nunca ter encontrado um clichê pra chamar de meu, ok? Porque, você acredite ou não, eu já pude vivenciar esta realidade. Porém, o meu clichê não foi o mais agradável de todos. Foi aquele em que a protagonista sai ferida, de coração partido e fechado para o amor. E sendo que a azarada sou eu, sim, o meu desejo por um clichê e o fato de ter quebrado a cara quando achei um, me fizeram desacreditar na magia que eles supostamente possuíam. Aquele que eu tanto desejei, não chegou ao meu alcance, e o que tanto desprezei, não tardou sequer dois anos para chegar. Portanto, eu desisti de clichês. Decidi que nenhum deles irá determinar quem eu sou, ou quem devo ser daqui em diante. Porque, cara, eu sou eu, e nenhuma merda de clichê irá mudar isso. Até porque você tem noção de que eu, definitivamente, ODEIO CLICHÊS! E tudo que eu não precisava neste exato momento da minha vida, era passar pelos estágios proporcionados por um, de novo. Eu só queria que o maldito cupido maldoso que regia a minha vida amorosa escutasse essa advertência, porque, honestamente, eu não estou pronta para voltar a encarar essa realidade tediosa. Não quando estou tentando mudar as diretrizes da minha vida para outros objetivos. Clichês são indesejados em minha curta existência no mundo. Piores do que a morte, pra mim. Eu descarto todos. A última coisa que preciso é de ter insectos fazendo algazarra em meu abdômen. E, cara, desculpa repetir mas... eu já falei pra você que odeio clichês? Então, saiba que eu NÃO QUERO MAIS CLICHÊS NA MINHA VIDA!

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