A culpa foi da ressaca e da Rihanna

2165 Words
Sem revisão Maddie (alguns meses antes) De todas as pessoas, Edward era o pior pé no saco que eu poderia ter conhecido. Ele era lindo, sim, e como! Desejava usufruir do seu belo corpo sarado? Com toda a certeza, mas mulheres gordas tendem a ser rejeitadas por homens como Edward Tokens, sim, eu sei, aquele nome era ridículo. Estava escondida em Seattle com Jane, minha melhor amiga que largou tudo para ficar ao meu lado enquanto o irmão tentava a todo custo me livrar do demônio que arrumei para a minha vida alguns anos antes. A questão é que vocês precisam entender que nesta história três homens marcaram a minha vida, e um desses homens é Edward ou o pé no saco. Ele era o meu chefe, havia comprado o restaurante no qual estava trabalhando assim como um bar muito badalado que Jane trabalhava. Minha melhor amiga estava namorando um pé no saco chamado Kyle, guardem esse nome, esse fodida ferrou com tudo e estragou nossa paz e tranquilidade. Odeio gente vendida, sério! Edward assumiu o restaurante e começou a fazer cortes, pessoas que não trabalhavam bem ficavam sem emprego e apesar de toda a educação que minha família me deu e isso inclui as regras de etiquetas. Eu não era tida como uma pessoa educada, na verdade, nem um pouco educada. A questão entre Edward e eu é que gostávamos de bancar o gato e o rato, ele provavelmente achava que era o gato e eu o gatinho, e eu o via apenas como um maldito gato escaldado. Ah, Madeline, você vai contar como o caso de vocês se desenvolveu? Bom, depois de meses nos engalfinhando e eu vivendo a incerteza de que perderia o meu emprego ou não, aconteceu. E me meti nessa enrascada justamente por causa da rihi, para quem não sabe, é a Rihanna. Vou culpar minha diva pop ao invés do porre que tomei e que me fez chegar duas horas atrasada no trabalho. Então sim, vou dizer como as coisas aconteceram a partir desse ponto, afinal foi depois disso que Edward mudou e as coisas também começaram a desandar… Eu estava com uma ressaca das brabas e furiosa por Jane não me deixar dormir mais um pouco. Ela foi tão má comigo que não me deixou tomar nem uma maldita aspirina para ajudar na dor de cabeça dos infernos que estou sentindo no momento. Gavin, o gerente e melhor amigo do restaurante veio falar comigo, a mando do todo poderoso de nome estranho. Gente, é sério, quem tem o nome Edward Tokens?! "Depois de cumprir sua carga horária, deve lavar todos os banheiros." O gerente gostoso avisou enquanto eu colocava os pratos sujos no lava louças. "Ele disse o quê?!" Gritei me virando para ele em meio ao aglomerado de funcionários indo e vindo da enorme cozinha industrial. "Você me ouviu, foram ordens do Tokens. Se bem que assim você pensa duas vezes antes de chegar quase duas horas atrasada e ainda por cima tratou o gerente m*l. " O bonitão falou cheio de si. "Vai se ferrar…" Parei o xingamento pois se perdesse outro emprego Jane não ia ficar muito feliz, e apesar dela ser uma pessoa delicada, poderia ser pior do que eu quando estava com raiva. "Quer lavar os banheiros pelo resto da semana?" Ele ameaçou. "Você e o sr . Tokens são dois pés no saco", resmunguei irritada. Tinha planos para hoje. "Maddie!" Falou em tom de repreensão. "É Madeline" Retruquei sem esconder que estava muito irritada. Então vou até à lava louças tirar os pratos limpos e transferir para a secadora. Estou de ressaca e de péssimo humor. "Você exagerou ontem." Karl fala com um sorrisinho sacana. Ele era o meu companheiro de farras em Seattle. "Não diga?!" Fui irônica e revidei "Eu bebi muito, mas não fui eu que ficou dando r**o no banheiro do bar ontem." Falei tão alto que até os clientes devem ter ouvido, cheguei mais perto dele e sussurrei no seu ouvido. "Eu só dei a perseguida ontem." Ele ficou vermelho de vergonha e olha que ele é sem vergonha. "Exageros à parte, cada um com as suas consequências do porre de ontem." Mudei o tom irônico para brincalhão. "Escuta" Karl diz, me puxando para um canto próximo da despensa. "Sim?" "Você trepou com aquele homem gostoso que eu vi você conversando?" Perguntou. O homem era um homem n***o, gostoso, de dois metros de altura e com um p*u que se ele fosse mais fundo teria-me empalado. "Você acha que eu ia perder a oportunidade de dá para um homem daquele porte?" Perguntei, pensando que eu deveria deixar de ser safada. Ser assim meteu-me em um problemão que me faz mudar constantemente de cidade e fez-me perder muito, mas isso não é assunto para agora. "Era grande?" Ele perguntou curioso. "Deu pra rebolar gostoso." E como deu! "Aí" ele bufa chateado "não tenho sorte, o meu tinha uma rola pequena. Não deu nem pra sentir atravessar, como eu gosto." Não aguentei e caí na gargalhada. "Você rir? pra uma gorda você tem sorte, vive pegando os mais tesudos da night." reclamou. "É porque eu sei escolher muito bem e homem não liga se é gorda ou magra, tudo que ele quer é f***r. Assim como eu!" "É verdade, ajuda-me a selecionar o bofe amanhã a noite?" pediu pegando em meu ombro desesperado." Eu preciso de uma vara e não de um palito. "Só se for no Power, esqueceu que faço bico nos finais de semana lá?" O lembrei. "Está combinado, vamos voltar ao trampo antes que aquela delícia volte." E aquela delícia a quem o meu colega se refere, é o Gavin, o gerente gostoso. *** Estava quase no fim do expediente e ainda restavam dois banheiros para lavar. O banheiro masculino de cima e o do escritório do i****a do meu chefe. Coloquei o celular no volume máximo, a voz única da deusa das deusas Rihanna começou a encher o lugar e entrei no automático, peguei a mangueira e comecei a espirrar água pelos boxes para amolecer a sujeira, meu corpo começou a remexer o esqueleto quando rude boy preencheu o ambiente, sou alucinada por essa música. "Rude boy, boy, boy…" "Nossa, se você cantasse como rebola, nem Rihanna poderia contra você." Peguei um susto ao ouvir a voz incomparável do senhor Tokens (já falei que esse nome é ridículo?). Ele me olhava divertido, mas logo ele assumiu a postura de chefe. O homem com toda a certeza veio lembrar quem manda nessa joça. "Veio ter certeza que estou cumprindo suas ordens?" Perguntei. "Sim." Ele respondeu ao cruzar os braços deixando visível um peitoral bufante por sobre sua camisa social branca. Caceta! Porque os idiotas sempre são bonitos? "Como vê… estou cumprindo." Minha voz não estava muito sociável, perdi o trabalho daquela noite no Power por culpa dele. " E só pra saber, não podia me dar uma advertência como o Gavin fez com os outros?" Perguntei rancorosa. Ele sorriu, "os outros não são insubordinados como você e nem chegaram duas horas atrasados no trabalho." Lancei um sorrisinho irônico. "Isso é verdade." Não tive como discordar. "Maddie, apenas faça seu trabalho sem reclamar, limpando toda a sujeira do banheiro e da sua boca, que é linda mas que só sai sujeira dela." Disse com um sorriso vitorioso. "É Madeline" o corrijo. Jane que me perdoe, mas estou pouco me fodendo se vou perder o emprego, liguei a mangueira e espichei água nele. "Você perdeu o juízo!" Gritou todo encharcado "Você mandou limpar toda sujeira do banheiro" minha voz saiu inocente "e foi o que fiz." Os olhos dele faiscaram e com o semblante pesado ele se aproximou devagar, como um leão prestes a dar o bote, fiquei na defensiva, mas foi muito rápido, ele puxou a mangueira da minha mão e dessa vez era eu que estava recebendo uma rajada de água. "Olho por olho dente por dente."Falou furioso. "Filho da pu…" outra rajada de água atingiu minha boca "e boca suja lavada." Uma raiva súbita cresceu dentro de mim e avancei em cima dele, o engalfinhando, xingando de tudo o que não prestava, tal como "babaca, i*****l, filho da p**a, fudido…" Ele me imobilizou, pegando-me pelo braço, jogando meu corpo contra a parede. "Você é louca" havia algo estranho, a voz dele saiu rouca, mais que o normal, ele me encarava cheio de fúria e desejo? Logo em seguida, encarou minha boca, mordeu os lábios e chutei a canela dele. Tokens gritou levando as mãos a canela e eu tentei sair do banheiro, porém ele me impediu, me pegou pelo braço, me contorci na tentativa de me livrar dele e acabei me desequilibrando, caindo de costas no chão molhado, acabei trazendo ele junto comigo, que caiu em cima de mim. "Você está bem?" Ele perguntou preocupado. "Estarei melhor quando sair de cima de mim." Respondi empurrando ele. "Sempre petulante." "E você sempre um…" ele calou minha boca com a dele. Droga, o que tá acontecendo? E ao invés de ele me soltar, passou a beijar a minha boca com uma intensidade e que intensidade, ao ponto de me deixar tontinha, mas não parou em um único beijo e quando dei por mim já estávamos nus, ele em cima de mim me penetrando com desespero, contudo, sem nunca deixar minha boca por mais de dois segundos, parei de pensar, eu não queria aquilo com o meu chefe, não com ele, mas se tá rolando por que impedir? O cara é um deus, babaca, mas muito gostoso, e então explodimos ao alcançar um orgasmo para entrar no top cinco dos melhores orgasmos e meus gemidos foram abafados por sua boca... Merda, merda, merda, olhei para o deus i*****l deitado ao meu lado completamente nu. Olhei para o enorme apartamento, não acredito que vim pra cá e sem falar que paguei um boquete à ele enquanto dirigia a BMW, olhei para o relógio, faltavam quatro horas para começar o expediente, peguei minhas roupas e as vesti, saindo de mansinho logo em seguida daquela cobertura magnífica. Assim que subi em um ônibus, deixei meus pensamentos vagarem pra noite anterior, droga, até quando não procuro problema, eles me encontram e que problema. Depois de ficar quase uma hora no chão do banheiro ele me levou para a cobertura, que não é dele, tenho quase certeza que é do i*****l do Gavin, fizemos de tudo, ele conseguiu até me fazer gozar na sua boca, nunca conseguir fazer isso com… dispersei o nome, não valia a minha sanidade mental lembrar dele. Eu sei que sou impulsiva, mas eu não deveria ter dado para o meu chefe, sexo sem compromisso apenas com estranhos que eu não retornarei a vê. Sei que o que aconteceu com o Tokens foi algo de puro impulso temporário e isso não vai se repetir, jamais. Mas ainda posso sentir o gosto da p***a dele na minha boca, nunca sentir tanto prazer a ponto de engolir o leite de alguém. Jane estava histérica quando entrei. " Ficou louca? Por que não me ligou e onde passou a noite?" "Nossa, que drama. Eu passei a noite com um carinha aí." Ela colocou a mão na cintura. "De novo e por que não me ligou?" Lancei um olhar de culpa, "Esqueci." Achei melhor dizer que dizer que estava com p*u do meu chefe na boca. "Esqueceu? Então não esquece que enquanto você se divertia com um carinha aí, eu estava pensando que a essa hora você estava morta." Seus olhos começaram a ficar marejados. Comecei a entender a razão do seu surto e a culpa somente aumentou. "Pensei que tivesse perdido você de novo. Abracei minha amiga com força." "Você não vai me perder, aquele maluco está preso." Disse sem muita certeza, Henri estava fazendo de tudo para que a família dele não conseguisse tirá-lo da cadeia. "Eu sei, mas tenho medo." Como queria dizer que eu também, contudo, se me deixar dominar por ele eu não vivo, não vivemos. Então disse: "Então não tenha." "Eu fiz queijo quente e espero que esse filho da p**a tenha valido minha crise." Ela disse muito irritada. "Nenhum homem vale alguma coisa, desculpe se agi por impulso, queijo quente? Adorooo." Disse e corremos para a minúscula cozinha de nosso apartamento. Depois de deixar Jane sob efeito de calmantes, peguei um uniforme seco, joguei na bolsa, deixei o número da Maria, Karl e Samira para que ela pudesse falar comigo,.é o mínimo que eu posso fazer depois dela ter deixado de lado a sua vida para cuidar de mim, perdi meu celular, não vou dizer que não lembro onde deixei, pois lembro sim, porém, prefiro esquecer. Assim que entrei no restaurante Karl me chamou, ele estava na porta da despensa. "Tenho um babado fortíssimo pra contar." Falou com a alegria de quem adora contar uma fofoca. "Não interessa." Disse logo de cara. "Não importa! Vou contar assim mesmo!" E assim, eu escutei uma fofoca que não queria.
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