Capítulo 10

2041 Words
Em algum momento perdi a cabeça e acho que foi no exato momento em que Samantha me revelou suas verdadeiras intenções com a herança do pai. Aquele brilho em seus olhos quando ela confessou sua estratégia me deixou com frio, como se um pedaço de gelo tivesse deslizado pela minha espinha, congelando meus pensamentos em um instante. Ela se casa com o Theo por causa dessa casa, a casa da mãe dela, que ela não conhecia por causa da morte dela, e isso justifica tudo, ou pelo menos é o que ela tenta me fazer acreditar. Mas não posso aceitar que ela se junte àquele homem, um ser desprezível em todos os sentidos e que queria estuprá-la. E comigo sim? Por que me sacrifico por esta mulher? Ela, um mero capricho que devo cuidar, a mesma que fez da minha vida um campo de batalha desde o dia em que a conheci. E, no entanto, aqui estou, oferecendo-lhe casamento e beijando-a com uma paixão que surpreende até o meu próprio coração. Eu me pergunto o que há em Samantha que me faz perder a cabeça desse jeito. Seu charme é superficial? Ou talvez sua capacidade de me manipular como quiser? Seja o que for, encontro-me preso numa teia de emoções conflitantes. Por um lado, a raiva e a frustração me consomem ao ver como ele brinca com os sentimentos de todos ao seu redor. Por outro lado, um desejo profundo de protegê-la, de resgatá-la de suas próprias decisões autodestrutivas. Sou tão fraco a ponto de me deixar levar pelos seus encantos? Eu me odeio por ceder às exigências delas, por colocar a felicidade delas acima da minha. Mas, ao mesmo tempo, não posso deixar de sentir que, de uma forma distorcida, esta é a coisa certa a fazer. Que meu destino está entrelaçado com o dela de uma forma que não consigo entender completamente. Então aqui estou, caminhando no fio da navalha, entre o amor e o ressentimento, entre o desejo de abandoná-la e o medo de perdê-la para sempre. Em algum momento perdi a cabeça e agora estou preso no labirinto emocional que é Samantha, sem saber se algum dia encontrarei uma saída. Um pigarro me faz soltar seus lábios rapidamente, não consigo me mover, se me virar a ereção que cresce sob minhas calças dos lábios do pecado e da tentação será perceptível. Olho para a menina caprichosa e ela está com os olhos fechados, a boca entreaberta. Sorrio de lado, gostei tanto quanto gostei. — É um incentivo para essa loucura. — Senhorita Samantha, está tudo bem? —Eu escuto o homem que cuida da segurança desta casa. —Se não for, você pode me dizer e... — Você acha que seria r**m está em minhas mãos? Viro a cabeça por cima do ombro e olho para ela. —Cuido dela há sete anos e ela nunca teve um arranhão, por que seria r**m dessa vez? —ele rosnou baixinho. —Porque você é funcionário dela e ela não se mistura com qualquer um. —Ele ataca soberbamente. —Limite-se ao seu negócio. —Samantha fala com determinação. —Você me vê gritando? Claro que não, estou mais do que bem. Ela tenta se desvencilhar, eu a aperto mais e quando ela olha nos meus olhos, faço um sinal com os meus entre as pernas, ela segue seu olhar e suas bochechas ficam de um vermelho muito bonito. —Ele é meu noivo, i****a. —Ele refuta, xingando. —Samantha! Não trate as pessoas assim. —Eu a repreendo. Ela levanta uma das sobrancelhas, irritada com a forma como falo com ela. —Sou seu noivo, você acabou de dizer, lembra? —ele murmura palavras que não consigo entender. —Juro que sinto que isso vai ser um carma. —Ele murmura em voz baixa. -Depois falamos. -Assento. — Você perdeu alguma coisa ou precisa que eu faça um desenho para te mostrar para onde ir? —O homem de extrema confiança e segurança de Alberto fica pálido de surpresa. — O pai dele disse que ela se casaria... — Meu pai não sabe de que cor eu gosto, ele vai saber com quem vou casar. —Ela revira os olhos mais uma vez. —Não peça um milagre. —El diz divertido. Vá embora! Quero falar com meu noivo antes de falar com meu pai. — Sim, senhorita, ele balança a cabeça rapidamente. Ele olha para mim e fala com aborrecimento. —Com sua permissão, senhor. —Eu franzo a testa em insatisfação. -Não... -Sim. —Ela me interrompe. —Acostume-se, agora você é senhor. – Essa é a parte que odeio nessa loucura. O homem vai embora e tenho certeza que levando a fofoca para Alberto, ele não vai nos dar tempo de contarmos a ele o que está acontecendo, eu nem sei o que está acontecendo. Samantha toca meu ombro, me fazendo focar nela. Seus olhos azuis estão cobertos de curiosidade e desconfiança. —É certo? —Inclino a cabeça para o lado, confusa. -Que coisa? —Minha ereção desce um pouco, só com um leve movimento dela, já estou pegando fogo de novo. -Quieto! — Ordeno prendendo a respiração. —Não é confortável ter uma ereção. —Ele pinta o rosto de vermelho novamente. — Não fale assim. – cobre o rosto com as duas mãos. —Você é um porco. —Deixo escapar uma risada. —E você ia se casar com Theo Santos. – Bufa. — Era isso ou perderia tudo. —Ela sussurra, me vendo com aquela ternura que não conheço nela. —Você vai se casar comigo? —Agora entendi a pergunta inicial. Por que você faria isso? Você não quer dinheiro, só... Seu olhar vagueia entre os arbustos floridos. —Para sexo? —Ele volta seu olhar azul para mim. — Samantha, se eu só quisesse sexo com você já teria feito há muito tempo, não acha? —Ele permanece em silêncio, concordando comigo. —Você sabe que não sou esse tipo de homem, só sinto pena de você ter estragado a sua vida com o Theo por querer a casa da sua mãe, seria mais fácil se você pedisse isso ao seu pai... —Ele não vai me dar. — Ele me interrompe. —Ele sabe que eu amo esse lugar e por isso me obriga a casar, para me ter sob seu jugo. — Ele bufa irritado. —Vamos f********o? -Eu sorrio. —E se eu não quiser? Você viveria na castidade ou preferiria ter...? —Eu não serei corno e você também não. — Ele rosnou, furioso. —Se você concordar em se casar, será nessa condição, não haverá amor, mas haverá sexo. Tenho minhas necessidades como você, as suas e nada melhor do que com sua esposa ou marido. —Eu a pressiono contra mim para que ela sinta a ereção que tenho. —Aonde estamos chegando, Samantha? —Posso ver como ela engole o nó na garganta. Está começando a ser divertido, deixando-a nervosa. Gosto dela tão submissa e terna, como ela vai ficar na cama ela é caprichosa, histérica e m*l-humorada, porém, na cama aposto minha vida que ela é muito diferente, que ela não sabe o que é? homem de verdade e ele terá um todas as noites. —Ok, vamos nos casar. —Aproximo minha boca da dela com a intenção de beijá-la, ela se afasta alguns centímetros. —Vou te dar o mesmo contrato do Theo, não... — Eu não quero essa merda. -Resmungar. —Se você quiser fazer isso para garantir que ele não roube você, tudo bem. —Ele permanece em silêncio novamente. É compreensível que você sinta necessidade de firmar um acordo pré-nupcial neste momento. Embora me doa admitir isso, entendo que minha esposa em potencial não me conhece completamente. Apesar de ter sido seu guarda-costas durante os últimos sete anos, a nossa relação nunca ultrapassou as fronteiras profissionais até agora. Como seu protetor, sempre mantive uma distância adequada, focado no meu dever de garantir a sua segurança, em vez de explorar qualquer ligação pessoal que possa existir entre nós. No entanto, a dada altura, as nossas interações quotidianas adquiriram uma profundidade que desafia o meu papel estabelecido. E agora, ao cruzar a linha entre o profissional e o pessoal, deparo-me com uma realidade desconcertante. Não posso culpá-la por querer proteger os seus bens e garantir que o nosso casamento, se acontecer, não a deixe numa posição vulnerável. Afinal de contas, embora eu tenha sido o seu leal guarda-costas, não posso garantir que a nossa vida junto estará livre de dificuldades ou mudanças inesperadas. A ideia de um acordo pré-nupcial pode parecer fria e impessoal, mas reconheço que é uma precaução sensata dada a nossa situação. Embora tenha demonstrado minha lealdade e dedicação no âmbito profissional, entendo que esses atributos não garantem um relacionamento conjugal de sucesso. Talvez este passo seja necessário para consolidar a nossa união de forma mais sólida e transparente. — Se meu pai não exige, muito menos eu. —Estou surpreso com a resposta dele. —Eu confiei em você, você cuida de mim há sete longos anos, e sei que é incapaz de ficar com algo que não é seu. —Sinto-me lisonjeado com o que você diz. —Vamos conversar com Alberto antes que ele divulgue a notícia para a mídia, se Theo não o fez. —Eu a deixei sair do confinamento dos meus braços. —Seu pai já sabe, disse o chefe da segurança. —Nós dois olhamos para a janela onde fica Alberto, daquele lugar, felizmente, ele não pode nos ver. —E se Theo ousasse dizer que você vai se casar com ele, eu quebrarei seus ossos. – n**o. —Você quer quebrá-los no dia em que o conhecer. -Assento. —Qualquer desculpa é boa para você. — Ele sorri para ela. —E não vai, o rosto dele vale milhões, não quero pagar fiança para você. —Ele me avisa, apontando o dedo para mim. —Você pagaria? —Ajusto a calça para esconder a pequena ereção que ainda tenho. — Obviamente, mesmo que você não fosse meu marido, eu nunca te deixaria em paz, sei que se você os quebrar é por uma boa causa, ele mesmo provoca isso. -Ele dá de ombros. -Vamos. —Eu olho para ela. Encomende como se ela fosse minha chefe. -Por favor. —Pergunta ele ao ver que não me mexo. —Você aprenderá com o tempo que não sou seu cachorro. —Pego a mão dela, sentindo aquela corrente elétrica passar por mim. -Muito tempo. —Ele refuta, andando ao meu lado. Espero que não, ou este casamento será uma provação. (...) Alberto nos observa em silêncio, ele não acredita em nada que sua filha lhe contou, sobre nossa suposta história de amor, e menos ainda sobre o motivo de ela lhe ter contado que se casaria com Theo, que ele temia não aceitar o que temos., já que ele não é da mesma classe social que Samantha. Nem ela, nem eu, nem o pai dela acreditamos nessa história, mas como ele nos n**a o Impossível? — Você espera que eu acredite em você? —Ele tira os óculos e olha nos olhos dela. Ela assente. —Capelle, há anos que lhe confio minha confiança, você seria capaz de mentir por isso? —Fixo meus olhos nele. —Ele seria capaz de muitas coisas pela sua filha. – Até mesmo um casamento falso, eu acho. Mas esse relacionamento é real, como você quer que eu mostre isso para você? —Eu o desafio, ele fica sem palavras. —Posso te dizer o quanto amo sua filha, há quanto tempo estamos juntos ou quantas vezes já fizemos isso. —Não estou escondendo. Você segue uma mentira até a morte e nunca desiste. Os mais fortes e astutos vencem. É isso que o exército ensina e eu sempre coloco em prática, só que no que diz respeito à Samantha ela me supera em todos os aspectos possíveis. Alberto permanece em silêncio, processando o que dissemos e espero que ele aprove esse casamento, não quero vê-la se casando com outro, não poderia, principalmente com aquele desgraçado que quase a estuprou.
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