Capítulo 20

1400 Words
— Então foi bom. — Estou prestes a acenar com a cabeça quando vejo o sorriso a sair da cara dele. — Oh não, tens problemas. — Não acaba de dizer a frase que ouço o meu nome nas minhas costas, vindo de quem menos quer ver. — Samantha. — é um rosnado, furioso. Eu me viro lentamente em direção a Theo, me encontrando com seu rosto e um olhar cheio de raiva. Obviamente, ele não está feliz com o fato de que eu o deixei para ficar com Marcos, mas agora, sua raiva não é a minha principal preocupação. Afinal, foi ele quem me magoou primeiro. Não consigo deixar de me perguntar porque o Theo está tão ofendido. Afinal, eu só estava usando nosso relacionamento como um meio de obter a herança do meu pai. Seu ego masculino é tão frágil que ele não pode suportar ser descartado por uma mulher? Embora eu me sinta um pouco culpada por usá-lo dessa maneira, sei que foi a decisão certa para me proteger e proteger meus interesses. — Olá, Theo! — Eu me levanto. — Vamos tentar tornar isso o mais profissional possível, eu não quero... — O quê? — interrompe-me, ficando muito perto de mim. — O que vai fazer? Chorar nos braços do seu papai? aquele que te obriga a casar. — Eu não devia ter dito nada a este i****a, repreendo-me mentalmente. — Por favor, Samantha, estás sozinha nesta vida, ninguém aprecia a tua companhia, estamos todos "próximos a você por interesse. — Cita com os dedos para tirar sarro de mim. — Por medo, sabemos que o teu querido pai é um bastardo, capaz de deixar a própria filha na rua. — Como posso negar? Se sim, o que ele diz ainda dói. — Não, ela não vai chorar nos braços do pai — A voz do Marcos chama a atenção. Ele está por trás de Theo, que dá uma pitada de medo ao sentir o tom sério com o qual ele fala. — Samantha não chora pelo que ama e menos vai fazer por alguém que não vale nada. — é a melhor maneira de dizer que sou forte. — O que sabe sobre ela, só é o cão de guarda dela há anos? — Theo atreve-se a repreender o meu noivo. — Passei anos a protegê-la, a observá-la, a compreender cada um dos seus gestos e emoções. — O meu coração bate descontrolado. — Consigo perceber quando ela está feliz, quando algo a perturba, mesmo antes de ela saber. Conheço as suas alegrias e tristezas, os seus medos e os seus sonhos. — Caminhe para o meu lado, de mãos dadas e levando-o até à boca, e deixando um beijo nela. — Em resumo, posso afirmar que sei mais sobre ela do que ela mesma, só de olhar para ela. — Os nossos olhos colidem. A segurança nas palavras de Marcos me surpreende, mas ao mesmo tempo me conforta. Seu compromisso com a minha proteção e bem-estar é evidente, e me faz sentir seguro e protegido em sua presença. Embora Theo possa tentar me desestabilizar com suas palavras, eu sei que Marcos está lá para me defender e cuidar de cada passo do caminho. — Você precisa dizer que a ama, embora eu não ficaria surpreso se você se apaixonasse pela mulher superficial que ela é. — me vê com desprezo. — Qualquer um cai diante dela quando ela abre as pernas. — Isto é o que Theo estava à procura e Marcos caiu nas suas palavras. Eu vejo com descrença como Marcos ataca Theo, batendo-lhe na cara com ferocidade. O ex, incapaz de se defender, grita como uma criança assustada quando os golpes o atingem repetidas vezes. Marcos está claramente disposto a permitir que Theo se safe com isso. Seu treinamento militar e experiência de vida difícil fazem dele um adversário formidável, muito diferente do meu ex, cujo medo de seu penteado ser arruinado parece ser sua maior preocupação agora. Apesar do meu desejo de intervir e parar a luta, sinto-me paralisado pela cena diante dos meus olhos. É como se ele estivesse vendo uma batalha entre dois mundos completamente diferentes: um de força, determinação e masculinidade, representado por Marcos, e outro de fraqueza e covardia, personificado por Theo. Finalmente, Marcos se afasta de Theo, deixando-o no chão, machucado e humilhado. Embora eu esteja aliviado que a luta acabou, eu também me pergunto quais as consequências que este confronto terá para o nosso futuro. Theo não vai parar aqui, e tenho certeza que ele vai buscar vingança de alguma forma. — Eu disse que isto não era uma boa ideia! — mastigar, enquanto eu verifico. — Não é culpa minha. — Defendo-me, vendo com surpresa que não tem um arranhão. — É quando tentas homens com a tua beleza, Samantha. — soa como o meu pai ou pior do que ele. Leva-me pelos quadris. — Hierro de raiva, caprichoso. — murmura, trazendo a boca para o meu pescoço e dando uma ligeira mordida. — Com certeza vai me denunciar, mas acho que tenho alguns minutos antes disso. — Olha para ele no chão, sendo ajudado por pessoas a levantar-se. — Quero partilhar esses minutos intimamente consigo, Samantha. — Estou ainda mais surpreendido. O beijo de Marcos é ardente, carregado de paixão e desejo, como se não houvesse mais ninguém no mundo, exceto nós dois. Ao seu lado, sinto-me envolto num turbilhão de emoções, incapaz de resistir à intensidade do momento. Embora Theo seja visivelmente espancado e as pessoas nos vejam de surpresa, Marcos não parece se importar com nada além de mim. Sua determinação é palpável enquanto ele me arrasta para fora dos olhos do público, ignorando os olhares curiosos e flashes das câmeras ao nosso redor. À medida que nos afastamos do tumulto da multidão, sinto-me sobrecarregado pela conexão que compartilhamos. É como se nossos corações estivessem alinhados em perfeita harmonia, independentemente dos desafios que enfrentamos ao longo do caminho. E isso é mais aterrorizante do que as consequências que pode ter para suas ações. Nossos lábios se movem em uma dança ardente e apaixonada, cada beijo mais intenso do que o anterior. Eu não posso deixar de me perder no gosto e suavidade de seus lábios, sentindo como cada toque acende uma centelha de desejo dentro de mim. Samantha, minha noiva e futura esposa, é a única que pode acalmar a fúria que ferve dentro de mim. Ouvir Theo falar sobre ela desperta raiva incontrolável em mim. Como ousa aquele tipo mencionar o nome da Samantha? Meu coração bate forte, cheio de ciúmes e determinação. Se eu estava desconfiado do "capricho" antes, agora eu sou ainda mais. Não vou tolerar que mais ninguém questione o nome dela. Mas quando estou com a Samantha, todas essas preocupações e fúria desaparecem. Sua presença tem um efeito calmante sobre mim, como se fosse a cura para todos os meus males. Eu não sei o que ela tem ou como ela faz isso, mas toda vez que eu a tenho por perto, sinto uma paz interior que nunca experimentei antes. — Marcos — geme com o meu nome quando entro no elevador, foi a primeira coisa que cruzou o meu caminho. — O que está planejando fazer? — apoia as costas contra a parede de metal, enquanto a caixa de metal fecha as suas portas. — Aqui e agora? — brinca com a borda do seu vestido, levantando-o para que ela descubra que não há nada para cobrir o seu sexo. — É mais fácil assim, não achas? — Esse sorriso malicioso forma-se nos lábios dele. Meus olhos se agarram ao corpo de Samantha, sua figura semi nua uma tentação irresistível. Cada curva, cada detalhe, tenta-me de uma forma que não consigo resistir. É como se tudo nele me atraísse, da sua sensualidade à sua própria essência. Embora eu sempre tenha considerado um capricho frívolo, agora percebo que meu julgamento está obscurecido quando estou perto dele. Não posso deixar de me sentir consumida pelo desejo, como se não conseguisse resistir ao seu encanto. Seu sorriso, seu perfume, até mesmo seu coração, tudo nela me deixa louco de desejo. Eu paro o elevador em qualquer andar, impedindo que as portas se abram e se separem do mundo exterior. Eu preciso deste momento sozinho com ela, para liberar a raiva e a paixão que ferve dentro de mim.
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