Nancy Keller Eu ainda sinto o gosto dele quando os meus lábios voltam a tocar os de Igor. Não é um toque tímido agora. Não é aquele primeiro beijo cheio de cuidado e teste. É como se alguma barreira tivesse caído entre a gente, como se o silêncio da casa, o som distante da chuva e o calor que já vinha crescendo tivesse decidido por nós. Ele vem mais perto e eu não recuo. Meu coração dispara tão forte que chega a doer, e quando a mão dele sobe devagar, entrando nos meus cabelos pela nuca, um arrepio enorme corre pela minha espinha inteira. Eu suspiro contra a boca dele, e esse som parece ser o que ele precisava, porque o beijo se aprofunda. Não é mais calmo. É quente, urgente, como se a gente estivesse puxando o ar um do outro, como se o mundo lá fora tivesse desaparecido. Sinto algo a

