Igor Santini Eu nem fecho a porta do carro direito. Assim que saio do carro, vejo que a Aurora está dormindo na cadeirinha, a cabeça levemente tombada para o lado, os cachinhos espalhados na testa. Respiro fundo. É agora. Bem aqui, eu puxo a Nancy pela cintura, ela solta um pequeno suspiro de surpresa, e eu simplesmente a beijo. Um beijo que eu estou segurando desde a hora em que saímos da casa da mãe dela. Um beijo que ficou preso na minha garganta o dia inteiro. A boca dela é macia, quente, receptiva. Ela corresponde quase no mesmo segundo, as mãos subindo para meu peit0, depois para minha camisa. Eu a aproximo mais, sentindo o corpo dela encaixar no meu com uma naturalidade perigosa. Quando finalmente me afasto, ainda roçando minha boca na dela, eu sorrio... — Eu estava esperand

