Igor Santini Ela não hesita. Se inclina e me dá um beijo rápido. Depois, ela se afasta e eu me levanto. Ela ajeita a minha camisa, alinha o tecido pra mim e ela se mostra tranquila e confiante. Mas, os olhos dela entregam um pouco. — Estou nervosa. Eu seguro o rosto dela. — Calma... vamos ter calma! — Eu estou tentando. — Se você ficar nervosa… eu vou ficar mais nervoso ainda. Ela ri de leve. Nós vamos até a porta, abrimos e eu fico aqui esperando. Alguns minutos depois um carro se aproxima. Faróis iluminam a frente da casa e ele estaciona. A porta abre rapidamente e o meu pai desce rápido. Ele nem olha para trás e nem pega as malas. Nada. Ele vem na minha direção sem parar e eu desço alguns degraus. E quando ele chega... ele me abraça. Forte. Eu sinto o peso daquele abraço que

