Mas não tudo. Célia me encara com os olhos carregados de ódio. — Você vai se arrepender disso. A voz dela é baixa. Perigosa. — Esse poder que você acha que tem… vai acabar. Eu não respondo. Não tenho mais energia pra isso. Eu só me afasto. Eu não consigo mais brigar, discutir ou revidar. Nada. Meu corpo está pesado e a minha cabeça dói. Meus olhos ardem. Eu só quero… parar. Minha mãe segura minha mão, Geyse do outro lado e a gente vai pra um canto mais reservado da recepção. Um pouco afastado e mais silencioso. — Minha filha… — A minha mãe fala com cuidado. — Talvez seja melhor você ir pra casa descansar. Eu balanço a cabeça, quase automaticamente. — Eu tenho medo. A minha voz sai baixa. Fraca. — Medo de sair e ela aprontar alguma coisa... essa mulher é louca! — Ela não vai

