Quando a gente chega, eu paro o carro em frente à casa e observo a Nancy sair. Ela parece pequena. Cansada. Frágil de um jeito que não combina com ela e depois do que ela passou, ela precisa dormir. Igor vai ficar maluco com tudo que houve e ele vai saber. Ela entra com a mãe. E eu fico aqui por alguns segundos só olhando. Depois desligo o carro e entro. Eu subo direto para o meu quarto sem falar com ninguém. Sem pensar em nada além de uma coisa: banho. cama. apagar. A água quente cai nas minhas costas e eu fecho os olhos por alguns segundos… parece que o corpo cede. Mas a mente não para. É sempre a mesma lista de pensamentos: Igor, hospital, cirurgia, Célia, Nancy. Tudo misturado. Eu encosto a testa na parede do box e respiro fundo. — Aguenta… — Eu murmuro pra mim mesmo. — Falta po

