Mas minha mente ainda precisa de tempo. Precisa organizar sentimentos, entender onde estou pisando. Não é só atração. Não pode ser só isso. Nós não fazemos mais nada. Ele não tenta avançar. Não insiste. Não provoca. Só fica. E essa escolha dele pesa mais do que qualquer pressão poderia pesar. Eu sinto o cansaço chegando devagar. O dia foi longo. Emocionalmente exaustivo. Os pais dele. A Aurora. O jantar. A tensão. E depois… tudo aquilo entre nós. Meu corpo começa a ficar mole. — Está dormindo? — Ele pergunta baixinho. — Só descansando os olhos… Ele ri baixinho. A última coisa que sinto antes de apagar é a mão dele desenhando círculos lentos na minha cintura. E eu durmo. { . . . } Quando acordo, demoro alguns segundos para entender onde estou. Há calor. Muito calor. Algo fir

