Fecho a porta do meu quarto, sento na cama e fico alguns segundos encarando o vazio. Meu coração acelera só de pensar na noite. Respiro fundo. Pego o celular. Disco o número da Geyse. Sinto vontade de falar com ela. Ela demora um pouco para atender. — Alô? — Oi… — Nancy? Está tudo bem? — Está… eu só… queria conversar. — Eu estou livre. Pode falar. Eu mordo o lábio. — Eu tenho um segredo pra contar. É... segredo mesmo e não pode falar nada e nem me julgar. Silêncio do outro lado. — Você está me deixando preocupada. O que houve? — Não surta. Não grita. E principalmente… não me condena. — Nancy!!! — Calma! — Eu suspiro. — Eu só preciso desabafar. Ela respira fundo. — Tá bom. Estou ouvindo. Vou me controlar. Pode falar. Eu fecho os olhos. — Eu e o Igor… estamos muito próxim

