CAP 75-2

588 Words

E assim, ela vai ao quarto correndo e vai para o trabalho. Eu volto para a mesa, me sento e vejo eles dois comendo bem. Aurora levanta o rosto pra mim. — Mamãe… me ajuda. Sujei. Eu pego um papel toalha, limpo a boquinha dela com cuidado, depois a perninha onde caiu um pouco de molho. E então minha mãe pergunta pigarreia. — Ela te chama de mamãe? O silêncio se instala por um segundo. Eu engulo em seco. — Sim… começou esses dias. — Eu falo baixo, mas firme. — Foi ela quem pediu. Eu… eu já a tenho como filha. E ela me escolheu. Igor não demora. — Eu não vejo problema nenhum nisso. — Ele fala naturalmente. — A Nancy cuida dela como uma mãe de verdade. Ela já é da família. Meu rosto esquenta. — Ela é especial demais… — Ele continua. — E eu mesmo não vou perdê-la. Eu fico completa

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